Vitorya Paulo

Brothers in Arms já contabiliza mil pessoas envolvidas em produzir e distribuir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Grupo de voluntários de Porto Alegre recolhe recursos e materiais para hospitais

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Brothers in Arms já contabiliza mil pessoas envolvidas em produzir e distribuir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

"O empreendedorismo, se não pensa nas pessoas, não tem sentido". Essa é a opinião de Luís Humberto Villwock, um dos voluntários do grupo Brothers in Arms. O projeto, criado em março, está coletando recursos e materiais destinados às áreas médicas de pronto atendimento, como CTIs, UTIs, e urgências e emergências de hospitais, em meio à pandemia de coronavírus. Com mais de mil voluntários, a iniciativa está com campanha de crowndfunding na plataforma Apoia-se , além de estar recolhendo doações no Fundo Unicred e no fundo do Instituto Cultural Floresta.

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"O empreendedorismo, se não pensa nas pessoas, não tem sentido". Essa é a opinião de Luís Humberto Villwock, um dos voluntários do grupo Brothers in Arms. O projeto, criado em março, está coletando recursos e materiais destinados às áreas médicas de pronto atendimento, como CTIs, UTIs, e urgências e emergências de hospitais, em meio à pandemia de coronavírus. Com mais de mil voluntários, a iniciativa está com campanha de crowndfunding na plataforma Apoia-se , além de estar recolhendo doações no Fundo Unicred e no fundo do Instituto Cultural Floresta.
Segundo Luís, que é professor na Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do RS (Pucrs), através de uma publicação no Facebook, pessoas dispostas a ajudar a causa foram aparecendo e formando grupos de WhatsApp. Empreendedores e representantes de empresas se uniram à empreitada, dispondo de recursos e materiais. "Já atendemos 150 hospitais do Estado", conta. Máscaras de acetato e peças de respiradores feitas com impressoras 3D, aventais e luvas são alguns dos itens emergenciais que o grupo se mobiliza para doar. "São materiais que têm vida útil muito curta, porque precisam ser descartados quando infectados", explica Luís sobre a alta demanda.
Empresas como a GM estão ajudando na fabricação e nos reparos de respiradores automáticos. Segundo ele, um aparelho desse tipo custa, em média, R$ 50 mil. "O conserto desses equipamentos fica na faixa de R$ 4 mil a R$ 5 mil. E nós estamos conseguindo doações disso", evidencia. A empresa Taurus é outra envolvida, fabricando máscaras de acetato. O Exército está cuidando da parte da logística do transporte e entrega equipamentos. 
Todas as doações são coordenadas pelo Gabinete de Crise do Governo do Estado e pela Secretaria de Saúde da Prefeitura. Diariamente, boletins das necessidades são publicados e disparados pelos grupos e, assim, os voluntários vão se coordenando. "Cada um tem total autonomia e autogestão. Não existe nenhum dono, nenhum líder", explica Luís. Médicos, enfermeiros, jornalistas, engenheiros e costureiras são alguns dos profissionais envolvidos, que trabalham com as suas especialidades para fortalecer o projeto. 
Quem quiser apoiar a iniciativa, seja fazendo doações ou entrando para um dos grupos de voluntários, deve acessar o site e realizar cadastro. "Fundamentalmente, são pessoas fazendo acontecer. Não é uma ONG, não tem uma fundação de empresas. São pessoas", destaca Luís. Para ele, empresas que apoiam causas como essa mostram que não visam só o lucro, mas, sim, os ganhos atrelados ao bem estar social. "É mostrar que a sociedade pode contar com as empresas", afirma Luís, que encerra destacando que o formato deu tão certo que há pessoas de outros estados, como Paraná, São Paulo e Espírito Santo, que querem copiar o modelo na sua região. "Esse é o cerne do empreendedorismo."
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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