Vitorya Paulo

Em tempos de pandemia, a Vittude é alternativa de tratamento psicológico sem sair de casa

Plataforma disponibiliza terapia on-line

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Em tempos de pandemia, a Vittude é alternativa de tratamento psicológico sem sair de casa

Com tanto estresse por conta do isolamento, algumas pessoas precisarão de terapia. Praticar a atividade sem sair de casa já é uma realidade. Criada em 2016 pela engenheira civil Tatiana Pimenta, 38, e pelo engenheiro de produção, Everton Hopner, 33, a Vittude tem como objetivo facilitar a vida de pacientes e profissionais da Psicologia com consultas online. Há, também, a modalidade presencial, em que a plataforma conecta, por proximidade, os terapeutas. Porém, garante Tatiana, as sessões remotas representam 80% da procura. “Nas últimas semanas, devido ao coronavírus, esse número cresceu", pontua.

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Com tanto estresse por conta do isolamento, algumas pessoas precisarão de terapia. Praticar a atividade sem sair de casa já é uma realidade. Criada em 2016 pela engenheira civil Tatiana Pimenta, 38, e pelo engenheiro de produção, Everton Hopner, 33, a Vittude tem como objetivo facilitar a vida de pacientes e profissionais da Psicologia com consultas online. Há, também, a modalidade presencial, em que a plataforma conecta, por proximidade, os terapeutas. Porém, garante Tatiana, as sessões remotas representam 80% da procura. “Nas últimas semanas, devido ao coronavírus, esse número cresceu", pontua.
A ideia do projeto começou a florescer em 2012, após uma crise de depressão que atingiu a vida de Tatiana e o desencadeamento da síndrome de burnout (esgotamento físico e mental intenso) em Everton. “As pessoas ficam surpresas porque foram dois engenheiros que criaram a empresa, mas eu digo que somos apenas dois pacientes”, afirma. Na época, com a dificuldade de encontrar bons profissionais pelo plano de saúde, Tatiana teve que passar por três psicólogos até encontrar, por indicação, o terapeuta que a tratou. “Mas ficava distante da minha casa. A consulta levava três horas pra acontecer, contando com o deslocamento”, lembra.
Com essas dificuldades em acessar o tratamento, a engenheira iniciou pesquisas na área de telessaúde e percebeu que a legislação brasileira havia regulamentado as consultas on-line de psicólogos e psicanalistas. Com o projeto da Vittude desenvolvido, o investimento para colocar a plataforma no ar foi de R$ 56 mil. “Nos primeiros 20 psicólogos que tivemos na plataforma, o que tinha menor tempo de formado era de 25 anos”, explica sobre a curadoria dos profissionais. Para se inscrever na plataforma, os psicólogos passam por curadoria e análise de currículo para atestar se o profissional possui experiência clínica. “A média de tempo de formado, hoje, é de 15 anos”, afirma.
São 4.140 profissionais cadastrados na plataforma em âmbito nacional. Em Porto Alegre, são 93. Porém, para as consultas on-line, o paciente pode se conectar a psicólogos de qualquer parte do Brasil, dependendo da especialidade que procura e do preço que está disposto a pagar. “Temos consultas que vão de R$ 50,00 a R$ 350,00, além de filtros por assunto, como ansiedade, relacionamento, depressão”, pontua Tatiana.
Assim, é possível procurar o psicólogo que mais se adequar à necessidade. “Dependendo de qual é o diagnóstico, o on-line é mais eficiente, como em casos de síndrome do pânico, agorafobia ou depressões mais profundas, em que a pessoa não consegue sair de casa”, afirma. O importante, para a sócia, é que o tratamento seja iniciado e que o estigma da terapia seja vencido. “Temos um tabu na sociedade. As pessoas associam cuidar saúde mental à loucura”, pontua.
Para os profissionais interessados em ingressar na plataforma, há modelos de assinatura trimestrais e semestrais, onde se paga um valor fixo e uma taxa de 5% que cobre os custos de transações financeiras de pagamento de consultas, por exemplo. Os pacientes, porém, podem fazer quantas consultas quiserem sem compromisso. “Temos casos de quem procure o serviço para terminar um relacionamento, ou como lidar com o câncer”, explica Tatiana. Há, também, a modalidade empresarial, criada para que os RHs das companhias paguem uma parte do valor das consultas.
Nas últimas semanas, segundo a engenheira, devido à propagação do coronavírus, a orientação é que se fomente a migração das consultas para o on-line, evitando, assim, a disseminação da doença. Além disso, ela adianta que serão feitas transmissões ao vivo e vídeos com profissionais da plataforma nos canais da Vittude com o intuito de explicar os efeitos do vírus na saúde mental das pessoas. “Temos que explicar como as pessoas podem lidar com esses sentimentos, porque a ameaça do vírus desperta uma série de emoções, como a possibilidade de morrer”, destaca.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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