Mauro Belo Schneider

Acionista da Grazziotin se inspirou na marca para começar a gravar vídeos

Lições de tradicional marca gaúcha inspiram canal no YouTube

Mauro Belo Schneider

Acionista da Grazziotin se inspirou na marca para começar a gravar vídeos

Olanir Grazziotin, 65 anos, trabalhou por cinco décadas na empresa fundada por seu pai e seus tios. A Grazziotin, de Flores da Cunha, é uma marca presente em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, somando quase 350 lojas - que incluem outras bandeiras (Franco Giorgi, PorMenos e Tottal Casa & Conforto). Em Porto Alegre, são quatro unidades.

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Olanir Grazziotin, 65 anos, trabalhou por cinco décadas na empresa fundada por seu pai e seus tios. A Grazziotin, de Flores da Cunha, é uma marca presente em várias cidades do interior do Rio Grande do Sul, somando quase 350 lojas - que incluem outras bandeiras (Franco Giorgi, PorMenos e Tottal Casa & Conforto). Em Porto Alegre, são quatro unidades.
Depois de se aposentar da função de diretor financeiro na companhia, Olanir decidiu que não iria parar de contribuir com o varejo gaúcho. Por isso, recentemente, lançou uma consultoria e um canal no YouTube, o Papo de Balcão.
A Grazziotin já comercializou desde eletrodomésticos, móveis, vestuário até material de construção. O profissional continua como acionista do grupo e orgulha-se em acumular mais de 100 diplomas de cursos em diferentes áreas.Confira trechos da entrevista:
GeraçãoE - De que forma acredita que possa ajudar outros empreendedores?
Olanir Grazziotin - Quando entrei na Grazziotin, como administrador, a empresa tinha 120 lojas e a minha área tinha 150 pessoas. Quando saí, a empresa tinha 310 lojas e a minha área, menos de 70. Conseguimos uma produtividade quatro vezes maior. Tudo observando tecnologias, métodos, fluxos e assim vai. Para entrar na internet, percebi que você precisa ter conteúdo, ser autoridade e ter relevância. Conteúdo eu tenho: 50 anos de empresa. Relevância, vamos buscando no nosso nicho. A autoridade, sei que tenho pelo tamanho da expansão que houve dentro da Grazziotin. Entrei com uma loja e já são mais de 300, né?
GE - Que mensagem as pessoas que assistem a seus vídeos tiram?
Olanir - O que eu mais aprendi e mais tento passar são os valores. Valores éticos, valores morais. O que eu chamaria de competências duráveis. São esses valores que te seguram e dão força para todo o resto que acontece ao teu redor.
GE - Qual o erro mais comum no varejo?
Olanir - O maior erro do varejo é a forma como o cliente é visto. Nós temos que melhorar o nosso olhar. O cliente é algo a ser descoberto todos os dias. Sabemos mais dos que perdemos que dos que ganhamos. É importante entendê-lo baseado na sua região e em todos os âmbitos. Precisamos estudar mais, sair do básico. Subir na montanha para ver as coisas de forma ampla. Cada cliente é uma história. Poucos empreendedores têm tempo para analisar custos com uma lupa. Eles ficam tão envolvidos com o negócio, contratos, reformas, lojas, produtos, campanhas, pessoas, que não há um mindset para colocar lupas em outros ângulos com o objetivo de analisar custos e gerenciar indicadores.
GE - Como foi essa transição de carreira?
Olanir - Quando saí, em 2016, fiz uma espécie de período sabático longo. Queria entender o que faria para não ficar parado. Gosto de movimento, leituras, desafios, viagens. Gosto de coisas instigantes. Quero estar à par de tudo, atualizado do mercado, ter uma vida dinâmica. Era diretor administrativo financeiro. Nesse cargo, só não cuidava da parte comercial, depósitos e Recursos Humanos. Todo resto era meu: área contábil, fiscal, orçamento, tributária, crédito, cobrança, informática, auditoria, jurídica. Pensei: "tenho muita experiência, posso usar isso para ser consultor". Tracei um plano mental de consultor e comecei a visitar pessoas conhecidas. Consegui bons contratos e bons desafios. Principalmente, no ramo de vestuário. Depois de algum tempo, tinha alguns clientes, defini o meu rumo até 300 quilômetros longe de Passo Fundo para qualquer lado. Percebi que tinha que visitar um cliente no interior e outro, na Capital, o que viraria 600 quilômetros. Queria viajar menos e continuar com os atendimentos. Solução: à distância. Montei um plano para atuar desse modo. E, quando montei e estruturei a ideia, vieram duas pessoas exatamente procurando o que eu estava por fazer.
GE - Qual a expectativa para o novo projeto?
Olanir - Espero contribuir de toda forma que puder para o varejo e para empreendedores. Recentemente, donos de restaurantes que formam o polo gastronômico de Passo Fundo me pediram uma palestra a respeito de melhoria de operação, cultura de negócios, visões de mundo, do Brasil, da economia, do mindset do empreendedor e as tecnologias que estão sendo investidas no varejo.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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