Mauro Belo Schneider

Yázigi tem unidade no condomínio Terra Ville, na Zona Sul da Capital

Aula de inglês no quintal de casa

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Yázigi tem unidade no condomínio Terra Ville, na Zona Sul da Capital

Os moradores do condomínio Terra Ville, no bairro Belém Novo, em Porto Alegre, optam por uma vida mais tranquila e perto da natureza, mas acabam enfrentando o desafio da distância de centros comerciais. Empreendedores têm enxergado isso como uma oportunidade de negócio e apostam no potencial consumidor dos habitantes das cerca de 480 casas para abrir operações dentro do residencial. Um deles foi Marco Aurélio Soares, que inaugurou uma franquia da escola de idiomas Yázigi, do grupo Pearson, em 2008. Há, ainda, cafeteria, estética, imobiliária, pet shop e consultório médico.

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Os moradores do condomínio Terra Ville, no bairro Belém Novo, em Porto Alegre, optam por uma vida mais tranquila e perto da natureza, mas acabam enfrentando o desafio da distância de centros comerciais. Empreendedores têm enxergado isso como uma oportunidade de negócio e apostam no potencial consumidor dos habitantes das cerca de 480 casas para abrir operações dentro do residencial. Um deles foi Marco Aurélio Soares, que inaugurou uma franquia da escola de idiomas Yázigi, do grupo Pearson, em 2008. Há, ainda, cafeteria, estética, imobiliária, pet shop e consultório médico.
"A vantagem, tanto para quem empreende quanto para os clientes, é que não se tem preocupação com segurança. Deixo o vidro do meu carro aberto no estacionamento", enfatiza Marco.
Antes do Terra Ville, o empresário tinha escolas de inglês no Menino Deus e no Teresópolis. Até que um dia passou na frente do condomínio e se questionou sobre o acesso dos moradores aos serviços de outros bairros. "Pensei em falar com o administrador para ver a possibilidade de enviar uma professora para dar aulas ali. Ao marcar uma reunião, a diretora de Marketing do Terra Ville me disse que havia um projeto para ter uma estrutura comercial", conta.
A partir do interesse em comum, a escola foi aberta no local com o nome de Quatrum, na época, também da Pearson. Como o residencial fica valorizado ao contar com a bandeira, o valor pago pelo uso do espaço é simbólico. "O morador que vai vender uma casa, coloca a presença de uma escola de inglês como diferencial", complementa, em relação ao aspecto ganha-ganha. As unidades que mantinha nos outros bairros foram fechadas, e Marco vive, hoje, do sustento da operação do Terra Ville. Sem revelar o número de alunos - por questões estratégicas -, diz que 95% dos estudantes são moradores e os outros 5%, público externo. A escola tem capacidade para 150.
O fato de o condomínio ser uma espécie de clube é uma vantagem para a marca. "O pessoal daqui viaja bastante para o exterior. Muitos, inclusive, vêm ter aula para se mudar", destaca a orientadora pedagógica Paola Freitas. A unidade é composta por três salas de aula, embora várias atividades sejam feitas no pátio, como piqueniques e jogos. "Isso contribui com o convívio entre os vizinhos, forma amigos", salienta Marco, ressaltando que há uma van no Terra Ville que transporta os pequenos até a escola.
"O que fazemos é avaliar se o local tem potencial de atrair matrículas", explica André Quintela, vice-presidente de Operações da Pearson, sobre o critério de atuação nesses ambientes.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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