Luka Pumes

Com aval de Carlinhos Brown, Balangandãns é iniciativa de duas sócias

Marca cria linha de acessórios baseada nas religiões afro-brasileiras

Luka Pumes

Com aval de Carlinhos Brown, Balangandãns é iniciativa de duas sócias

Letícia de Góes, 35 anos, trabalha com moda desde os 18. Hoje, é uma das sócias da Balangandãns, marca de acessórios que tem o propósito de difundir a cultura afro-brasileira no recorte da religião.

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Letícia de Góes, 35 anos, trabalha com moda desde os 18. Hoje, é uma das sócias da Balangandãns, marca de acessórios que tem o propósito de difundir a cultura afro-brasileira no recorte da religião.
Letícia é sócia, também, do estúdio criativo de moda Pandah. Foi lá que surgiu a ideia de colocar suas crenças em um empreendimento.
"Estagiei, desenvolvi acessórios, tudo muito cedo. Fui parar como editora de uma revista de moda bem segmentada. Percebi que queria dar um novo rumo para minha carreira, então criamos a Pandah. Lá, atendemos marcas, fazemos assessoria desde a concepção do negócio até a forma de se comunicar. Somos muito a favor de fazer collabs. Assim, surgiu, inicialmente, a Balangandãns, como uma collab com uma cliente nossa", explica.
MARCO QUINTANA/JC
A marca, que foca na carga da religiosidade de matriz africana, se propõe a não fazer peças que considera "batidas". Produzindo acessórios nos campos da alta bijuteria e da joalheira, a Balangandãns vive uma busca pela exclusividade em seus produtos, seja através da personalização ou do metal.
A filosofia do empreendimento vem da motivação de desmitificar a cultura afro. "Todos sabem que é algo marginalizado. Precisamos parar e entender quem são os povos, as culturas que fazem essa pluralidade. O Candomblé é diferente do Batuque do Rio Grande do Sul. As tribos instaladas aqui tinham uma veia mais guerreira. Não foram trazidas, em sua maioria, para ficar na plantação ou servir dentro de casa, mas sim para defender fronteiras", disserta.
O fato de ser branca, aliás, não é visto como um problema para a empresária.
"Sei o meu lugar dentro de tudo isso. Sou de cultura africanista desde sempre, mesmo tendo uma família plural e podendo escolher diversos caminhos. As religiões são de matriz africana, mas passaram por um sincretismo, são do Brasil. Por que seria apropriação cultural? Vivemos em uma sociedade que não se conhece. Quando se entende o momento em que surgiu o sincretismo e o que precedeu, acredito que se tenha o aval para lutar por essa cultura, dando, claro, os créditos a quem é a base de tudo isso."
Letícia orgulha-se, também, de ter recebido elogios do artista baiano Carlinhos Brown. A linha de alta bijuteria tem preços entre R$ 80,00 e R$ 570,00. A parte de joalheria, em ampliação para este ano, flutua de R$ 1,2 mil a R$ 16 mil.
MARCO QUINTANA/JC
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