Luka Pumes

A Pix Mídia tem mais de 250 clientes em todo o Brasil

Startup cria televisão interna para empresas

Luka Pumes

A Pix Mídia tem mais de 250 clientes em todo o Brasil

Nascida da fusão de uma empresa de software com uma de comunicação interna, a Pix Mídia, de Esteio, oferece o serviço de televisão corporativa. A iniciativa é dos fundadores Renan Kreling, Karine Santos, Cássio Hoffmann, e Hugo Ferreira Alves. A Pix trabalha com um sistema que otimiza o diálogo institucional. O usuário gerencia o conteúdo que será exibido para os colaboradores, podendo elaborar grades de programação, agendamento e segmentação.

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Nascida da fusão de uma empresa de software com uma de comunicação interna, a Pix Mídia, de Esteio, oferece o serviço de televisão corporativa. A iniciativa é dos fundadores Renan Kreling, Karine Santos, Cássio Hoffmann, e Hugo Ferreira Alves. A Pix trabalha com um sistema que otimiza o diálogo institucional. O usuário gerencia o conteúdo que será exibido para os colaboradores, podendo elaborar grades de programação, agendamento e segmentação.
O sistema da Pix disponibiliza materiais com os quais os clientes podem criar seus comunicados e com conteúdos automatizados, como busca de notícias, previsão do tempo, além de indicadores financeiros, agrícolas e de moedas. Há, também, a parte de entretenimento, com futebol e horóscopo. O time de marketing da empresa elabora, ainda, conteúdo autoral sobre educação, boas práticas no ambiente de trabalho, datas comemorativas e conscientização sobre temas específicos.
Renan, que além de sócio é um dos fundadores, tem uma história particular no empreendedorismo. "Iniciei minha carreira na vida militar muito cedo. Aos 18, já tinha finalizado o curso para sargento. Vivi um bom tempo assim, mas tinha vontade de ter um negócio. Comprei, com meu cunhado, uma empresa de São Paulo e trouxe para Esteio. Acabei vendendo por 1/5 do meu investimento. Foi uma perda bem considerável de capital", lembra.
Após esse início, que poderia ser traumatizante, Renan buscou na aviação comercial a estabilidade que tinha na Força Aérea. A vontade de empreender, no entanto, falava alto e ele buscava, diariamente, um modelo de negócio diferente para apostar. "A Karine, minha esposa, me deu um choque de realidade. Falou que eu tinha que me decidir, parar de pensar em mil coisas e escolher algo. Isso foi importante", garante Renan. Karine hoje ocupa o cargo de gerente de sucesso na Pix.
O formato decidido à época foi o de telas que pudessem ser instaladas em locais de grande fluxo para faturar com venda de espaço publicitário. Como cada tela precisava de um computador para ser operada remotamente e as finanças não iam tão bem, Renan e Karine foram atrás de inovação. Encontraram em São Paulo um fornecedor de minicomputadores com sistema operacional Android.
PIX MÍDIA/DIVULGAÇÃO/JC
Renan só não esperava que surgiria ali uma parceria. "Um dia, o Cássio me perguntou para quê eu usava os minicomputadores e acabou me surpreendendo com a informação de que ele desenvolvia softwares também. Então ele propôs o desenvolvimento deste serviço e começamos a trabalhar."
Com a crise de 2015, Renan viu suas vendas caírem vertiginosamente e tratou com bons olhos a mudança de ramo, apostando, desta vez, no licenciamento do software para outras empresas. O ano de 2016 foi de maturação do software e do primeiro cliente: o Cachorro do Rosário, para o qual desenvolveram display de apresentação de produtos e preços para os pontos de venda. A fusão das empresas ocorreu em 2017 e, logo depois, passou pelo processo de aceleração da Ventiur.
Hoje, a Pix foca somente em comunicação interna e sua solução está presente em empresas como Unilever, Taurus, Vinícola Salton, Vinícola Garibaldi, CenturyLink e Docile. A marca tem mais de 250 clientes em todo o País e contabiliza, aproximadamente, 2,5 mil telas gerenciadas por meio da sua solução.
"Comunicação corporativa é um problema em todas as companhias. Não importa qual ferramenta ela use, nenhuma vai ser 100% eficaz. A TV vem como uma forma complementar, como e-mail, intranet, quadro de avisos. Em um chão de fábrica, não se tem acesso a outro meio de comunicação tão facilitado quanto a TV. Além da parte cultural, que pode melhorar muito uma rotina de trabalho", afirma Renan.
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Luka Pumes - repórter do GeraçãoE

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