Mauro Belo Schneider

O turco roda o mundo dando palestras sobre o assunto

Estrangeiro de nome Orkut que visitou Porto Alegre revela que rede nunca foi dele

Mauro Belo Schneider

O turco roda o mundo dando palestras sobre o assunto

A história de Orkut Büyükkökten, que esteve em Porto Alegre no ano passado para o BS Festival, serve de lição para quem pensa que o conceito de empreender limita-se a abrir uma empresa. Orkut criou uma das primeiras e mais populares redes sociais do mundo nos anos 2000. O que pouca gente sabe é que tudo isso aconteceu enquanto ele era funcionário do Google. Embora o projeto tenha levado o seu nome, o Orkut nunca foi dele e, consequentemente, os lucros da empreitada não iam para o seu bolso, e sim para a empresa na qual trabalhava.

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A história de Orkut Büyükkökten, que esteve em Porto Alegre no ano passado para o BS Festival, serve de lição para quem pensa que o conceito de empreender limita-se a abrir uma empresa. Orkut criou uma das primeiras e mais populares redes sociais do mundo nos anos 2000. O que pouca gente sabe é que tudo isso aconteceu enquanto ele era funcionário do Google. Embora o projeto tenha levado o seu nome, o Orkut nunca foi dele e, consequentemente, os lucros da empreitada não iam para o seu bolso, e sim para a empresa na qual trabalhava.
Mesmo assim, o sucesso foi tanto que a figura de Orkut se solidificou e, hoje, ele viaja o mundo dando palestras - quem o acompanha pelo Instagram percebe que está, constantemente, no Brasil. Além disso, lançou, recentemente, sua nova aposta, o Hello, site para estimular conexões entre pessoas.
Nesta conversa, o engenheiro de software turco fala mais sobre o mito.
GeraçãoE - Como você criou o Orkut?
Orkut Büyükkökten - O Google tinha um projeto que deixava que os funcionários trabalhassem 20% de sua carga horária em algo que eles gostassem. E eu era apaixonado por redes sociais. Decidi desenhar o Orkut e o CEO da época sugeriu que deixássemos o meu nome, pois trabalhei sozinho na ideia.
GE - A maioria das pessoas pensa que o Orkut era seu.
Orkut - Pois é, há um mito de que eu vendi o Orkut para o Google, de que eu ganhava cinco centavos por cada scrap (nome das mensagens trocadas na rede) escrito e de que eu lancei a iniciativa para achar uma namorada. Nenhuma dessas especulações são corretas.
GE - O seu exemplo estimula outras pessoas que trabalham em empresas a acreditarem em seus projetos próprios.
Orkut - Sim, e está tudo ligado à proposta e às intenções que você tem ao fazer as coisas. Se você focar em uma experiência bonita, focar nos usuários, você pode criar algo do nada que será um sucesso. Infelizmente, está cada vez mais difícil fazer isso dentro das empresas, pois elas não oferecem oportunidades, como o tempo de 20% do Google.
GE - Por que o Orkut terminou?
Orkut - O Facebook veio à cena e o Google quis lançar o Google Plus, para integrar suas buscas com as postagens sociais. Fizeram uma decisão executiva para transferir todos os usuários do Orkut para o Google Plus. Tínhamos 300 milhões de usuários, mas eles ficaram tristes (por essa imposição) e acabaram indo para o Facebook. Eu saí do Google e uns anos depois fecharam o Orkut e o Google Plus.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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