Isadora Jacoby

A Lavanda tem peças de R$ 35,00 a R$ 140,00

Marca de cerâmicas artesanais aposta na exclusividade das peças

Isadora Jacoby

A Lavanda tem peças de R$ 35,00 a R$ 140,00

O consumo está, cada vez mais, pautado pela experiência. Saber a origem, quem produz e a intenção por trás de cada produto são aspectos que norteiam os consumidores na hora da compra. A consequência disso é o fortalecimento dos negócios que têm no feito à mão a sua essência. A jornalista Laryssa Araujo, 29 anos, encontrou na cerâmica uma maneira de tornar sua criatividade palpável. "Sempre quis me envolver com algo que fosse físico, que pudesse tocar. Por acaso, estava olhando o Instagram e tinha uma menina que fazia. Na hora, percebi que era aquilo que eu queria." Foi assim que nasceu, em 2014, a Lavanda, marca de cerâmicas artesanais.

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O consumo está, cada vez mais, pautado pela experiência. Saber a origem, quem produz e a intenção por trás de cada produto são aspectos que norteiam os consumidores na hora da compra. A consequência disso é o fortalecimento dos negócios que têm no feito à mão a sua essência. A jornalista Laryssa Araujo, 29 anos, encontrou na cerâmica uma maneira de tornar sua criatividade palpável. "Sempre quis me envolver com algo que fosse físico, que pudesse tocar. Por acaso, estava olhando o Instagram e tinha uma menina que fazia. Na hora, percebi que era aquilo que eu queria." Foi assim que nasceu, em 2014, a Lavanda, marca de cerâmicas artesanais.
LUIZA PRADO/JC
Para aprender a técnica, a empreendedora buscou um curso em um atelier de Porto Alegre e complementou o seu aprendizado no YouTube. Hoje, além de vendas das peças, ela também ministra cursos de cerâmica que duram dois encontros e custam R$ 325,00. "A cerâmica é um trabalho que não precisa de uma qualificação acadêmica. É prática, é sentar e fazer. E foi por isso que eu comecei a dar aula", explica. Do momento em que foi aluna para a etapa de ser professora, ela notou uma mudança no perfil de quem buscava a atividade. "Quando comecei a dar aula, percebi que eram pessoas mais jovens. Algumas tinham interesse em seguir como um segundo trabalho, outras só por curiosidade mesmo", conta.
As oficinas funcionam, também, como um processo de educação do consumidor, acredita. "A partir do momento que você entende o processo, passa a dar valor para os produtos. Tem que ajudar a educar o público para consumir dentro dos padrões que acha justo", pondera. Mesmo tendo ensinado o seu ofício para mais de 50 alunos, Laryssa diz não encarar essas pessoas como seus concorrentes. "Por ser feita à mão, a cerâmica é muito pessoal. Não conheço ninguém que tenha trabalhos iguais. Acho que demora até ganhar uma identidade. A maioria das ceramistas que conheço são mulheres e nos ajudamos muito. Se algo dá errado, uma dá opinião para a outra. Temos uma rede muito boa", expõe.
As peças são vendidas no e-commerce (lavanda.co) e em feiras. Além dos modelos prontos, a ceramista aceita encomendas personalizadas. Os valores variam de R$ 35,00 a R$ 140,00. O processo de precificação de peças feitas à mão, por vezes, é uma questão para as artesãs e artesãos devido ao valor agregado maior, já que levam mais tempo para serem feitas e, muitas vezes, partem de uma matéria-prima mais cara. "Para fazer uma peça demoro, em média, um mês. Tem que entender que o barro tem um tempo e não tem como acelerar. Às vezes, as pessoas me pedem coisas para o mesmo dia, para a próxima semana. Mas acredito que é um processo que a gente vive mais consumista, 'fast fashion', de querer as coisas para ontem." Outro aspecto levado em consideração na hora de precificar é o investimento que fazer cerâmica exige, já que as ferramentas usadas, como o torno e o forno, custam em torno de R$ 10 mil cada.
As vendas da Lavanda são, na maioria, para São Paulo e o fim do ano é a época mais agitada para a empreendedora. Planejar o futuro da marca é, segundo Laryssa, um dilema, já que carrega muito de sua personalidade. "Tenho ideia de coisas que quero fazer, mas não tenho planos. De um ponto de vista de planejamento de empresa, sei que é péssimo. Mas como é uma coisa que levo de um jeito instintivo, não gosto de fechar muito. Adoraria ter mais pessoas trabalhando comigo, mas não tenho ideia de ter uma fábrica, de produzir em massa, porque perde a essência do que é fazer a mão. Quanto mais o negócio cresce, menos tu colocas a mão na massa porque acaba assumindo responsabilidades administrativas. Para mim, o importante é ser a pessoa que está fazendo. Talvez me limite como empresa, mas é o que me traz satisfação. A Lavanda existe pra isso, para ser uma alegria."
LUIZA PRADO/JC
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