Mauro Belo Schneider

Franquia elimina solidão do ato de empreender

Mauro Belo Schneider

O setor de franchising, um dos menos afetados pela crise financeira do Brasil, emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas diretamente e movimentou R$ 174,843 bilhões em 2018. Os dados foram abordados durante a 19ª Convenção ABF do Franchising, promovida na bela ilha de Comandatuba, no Sul da Bahia. Durante o evento, os cerca de 700 participantes ouviram palestras que provam que o modelo é uma porta de entrada para o empreendedorismo.

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O setor de franchising, um dos menos afetados pela crise financeira do Brasil, emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas diretamente e movimentou R$ 174,843 bilhões em 2018. Os dados foram abordados durante a 19ª Convenção ABF do Franchising, promovida na bela ilha de Comandatuba, no Sul da Bahia. Durante o evento, os cerca de 700 participantes ouviram palestras que provam que o modelo é uma porta de entrada para o empreendedorismo.
O diretor da Regional Sul da ABF, Antonio Carlos Diel, mais conhecido como Kiko, que participou das atividades, destaca a velocidade do segmento de se adaptar às mudanças do mercado. "O franchising tem uma capacidade única de assimilar tendências e inovações", afirma.
Kiko também é o franqueador da marca de calçados Calci, que conta com 24 unidades no Rio Grande do Sul e uma no Paraná. Veja, a seguir, trechos da conversa:
GeraçãoE - Por que as franquias não são tão afetadas pela crise?
Antonio Carlos Diel (Kiko) - Diferentemente de uma indústria grande que tem um processo mais lento, o franchising consegue implementar as mudanças de uma forma ágil. Cada rede tem seu ritmo, claro, mas como os negócios são, de forma geral, pequenos, acontece naturalmente para todos.
GE - O franchising cresceu 8% no trimestre no Rio Grande do Sul. A que se deve isso?
Kiko - A crise está para o Brasil de forma geral, mas traz um bom momento para o franchising, traz oportunidade, é um grande potencializador. Em momentos como esse, mais do que nunca, tem que ter um trabalho estruturado, com tecnologia, volume, e isso o franchising consegue entregar. Empreender sozinho tem um risco muito grande. Os dados de mortalidade de negócios individuais trazem uma taxa muito maior. Uma palavra legal que a gente vê é "coopetition" com o "coo" de "cooperação". Há uma troca muito forte entre as marcas e dentro de cada uma há um espírito bem colaborativo.
GE - Para quem está na dúvida se abre um negócio próprio ou franquia, qual a dica?
Kiko - Não tenha dúvidas. São 2,9 mil marcas no País. Temos excelentes franquias em diversos segmentos. Entre empreender sozinho e com um conjunto e colaboração, faz todo o sentido escolher o preparo. Busque uma franquia dentre as diversas que existem. É só entrar num mercado que faça sentido para si.
Mauro Belo Schneider

Mauro Belo Schneider - editor do GeraçãoE

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