Giana Milani

Marca chegou a ter 25 unidades espalhadas pelo Brasil

Baby Chocolate deixa de ser rede de franquias

Giana Milani

Marca chegou a ter 25 unidades espalhadas pelo Brasil

O caminho das franquias é natural para alguns negócios. A experiência de uma unidade própria, por vezes, acaba levando empreendedores a escalarem suas fórmulas. Porém, para a marca de itens infantis Baby Chocolate, o percurso foi inverso.

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O caminho das franquias é natural para alguns negócios. A experiência de uma unidade própria, por vezes, acaba levando empreendedores a escalarem suas fórmulas. Porém, para a marca de itens infantis Baby Chocolate, o percurso foi inverso.
A grife, criada em 2009, chegou a ter 25 lojas franqueadas espalhadas pelo Brasil. Atualmente, possui dois pontos físicos em Porto Alegre, administrados pelas sócias Georgia Arioli Biazus e Renata Sant'Anna.
"O mercado era outro, o comércio estava em alta e as procuras por franquias foram orgânicas e muito rápidas", recorda Georgia, ressaltando, ainda, que esse era o objetivo inicial. Quando aplicaram o conceito na Baby Chocolate, as empreendedoras decidiram gerenciar a rede e abrir mão dos pontos de venda que tinham.
"Em termos de gerenciamento, ficou muito difícil para nós, porque cada ponto requer um tipo de cuidado. Fechamos no Shopping Iguatemi e franqueamos no Bourbon Country", comenta a sócia.
Ela cita os desafios da empreitada, acentuados pela crise econômica encarada no setor. "Começamos a enfrentar problemas de relacionamento, estrutura, em manter a qualidade do produto e tentar entender as diferenças de outras regiões. Com a crise, alguns pontos começaram a fechar e decidimos encerrar alguns contratos pois não estavam mais interessantes", diz.
O encolhimento na operação foi, então, transformado em uma nova oportunidade. "Temos um produto maravilhoso, um público que gosta muito e pensamos que não poderíamos deixar nossos clientes órfãos. Voltamos para a ponta", conta Georgia, sobre a loja inaugurada em 2017, no bairro Moinhos de Vento.
"Gostamos muito de estar nessa posição, atender o consumidor com qualidade, de estar no domínio. Então, definimos que estava na hora de voltar ao Shopping Iguatemi", acrescenta. O quiosque da Baby Chocolate no centro comercial do bairro Passo d'Areia foi aberto recentemente.
"Para se ter uma ideia, nossa loja aqui era de 2012. As pessoas nos relatam que ficaram procurando por nós", comemora.
As amigas fazem, agora, planos de voltar para capitais-chave onde tiveram um bom retorno, como o Rio de Janeiro, Brasília e Cuiabá. Enquanto isso, vendem no atacado para o interior do Rio Grande do Sul e mantêm o e-commerce da marca desde 2011. O cenário para a Baby Chocolate está mais otimista nesse segundo semestre.
"Do início do ano, o cliente está mais animado e nosso segmento, como é presente, como é bebê, acaba tendo mais saída. Notamos uma diminuição no volume no ticket médio, mas há uma retomada. De julho para cá, está mais interessante", avalia.
A Baby Chocolate oferece produtos para bebês de zero a 12 meses, planejados por Georgia e Renata e confeccionados em tecidos antialérgicos por parceiros terceirizados. O diferencial é a apresentação dos itens. Uma fraldinha de boca, por exemplo, é embalada como se fosse um docinho, uma toalhinha vira um pirulito, já kits imitam um box de sushi. Os preços iniciam em R$ 19,90.
"As pessoas procuram presentes, todo mundo quer que o seu seja o mais especial", acredita.
Ela e a sócia se conheceram na infância e voltaram a se encontrar na vida adulta, quando ambas empreendiam no Shopping Praia de Belas. De uma conversa no corredor, pensaram na ideia da Baby Chocolate. Na ocasião, nenhuma era mãe (atualmente Renata tem um filho de seis anos). Tanto na vida pessoal quanto na profissional, hoje, as duas sabem que é preciso se adaptar às voltas que a vida dá.
Giana Milani

Giana Milani - repórter do GeraçãoE

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