Entrevista no República de La Boca.
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Na foto: Luciano Griffo e Livia Lehuguer O Republica de La Boca fica na Avenida Bagé, 489 Foto: MARIANA CARLESSO/JC

Restaurante recria atmosfera do bairro La Boca em Porto Alegre

O República de La Boca aposta nos preparos típicos argentinos como diferencial

A Zona Norte de Porto Alegre ganhou um pedacinho de Buenos Aires. Inaugurado em março, o República de la Boca Parrilla Argentina se propõe a ser uma imersão argentina em solo brasileiro. O casal Livia Lehugeur e Luciano Griffo são os responsáveis pelo empreendimento.
O argentino conta que conheceu a brasileira durante a Copa do Mundo de 2014. “Nos conhecemos durante a Copa e começamos a namorar. Dois anos e nove meses depois chegou a nossa filha, Alicia. Precisamos decidir se iríamos para Buenos Aires ou se ficaríamos aqui. Como Livia estava terminando a faculdade, optamos por Porto Alegre. A partir disso e de um gosto que temos pela cidade de Buenos Aires, criamos o restaurante”, expõe Luciano. 
MARIANA CARLESSO/JC
O diferencial do espaço, para Livia, é a fidelidade à forma com que as receitas são preparadas na Argentina. “A nossa essência é fazer tudo mais original possível, mais autêntico e próximo ao que se encontra nas parrillas argentinas. Temos os principais cortes de carnes que são o 'asado em tira', 'ojo de bife', 'bife de chorizo', 'matambrito' e as 'achuras'. Depois, temos as empanadas que são bem características e uma ótima pedida também.”
O bairro La Boca foi, que foi fundado por imigrantes italianos, carrega um viés separatista e concentra dois dos maiores pontos turísticos da cidade: o Estádio de La Bombonera, pertencente ao Club Atlético Boca Juniors, e o Caminito, uma rua-museu de grande valor cultural para Buenos Aires. Estes lugares, aliás, estão muito presentes no República de La Boca, dentro e fora do estabelecimento.
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“Não há nada mais característico em Buenos Aires que o Caminito. É um bairro muito particular, com design característico, bem diferente do resto. É o bairro mais antigo e chegou a declarar independência por ser tão diferente do resto. Durante esse processo, os revolucionários nomearam a região como 'República Independiente de La Boca'. Escolhemos esse nome porque dá uma ideia de força, de mais identidade. Tem um cunho forte”, explica Luciano.
Para criar a atmosfera do bairro, o espaço é decorado com quadros, camisas do Boca Juniors, placas, fotos e outros objetos que remetam à cultura e aos hábitos de consumo do país. Os itens que compõe o cardápio também contribuem para a imersão portenha. A carta de vinhos é constituída 80% por argentinos, o sorvete é o Freddo, de Buenos Aires, e três variações da cerveja Patagônia (Weisse, Bohemian Pilsener e Amber Lager) são servidas no restaurante.
MARIANA CARLESSO/JC
Para Livia, cada elemento faz diferença no República de La Boca. “Tem toda uma ambientação. Nos preocupamos com todos os detalhes da casa. É uma experiência próxima de estar em Buenos Aires. Mas foi uma construção espontânea. Presentes de amigos, coisas que tínhamos e algumas que deu vontade de ir atrás”, pontua.
Sobre a demanda, o casal destaca que desde o início o movimento foi bom e que o investimento de R$ 250 mil está valendo a pena. “Inaugurou no final de março e, de lá para cá, cresceu bastante. Tivemos um 'boom' inicial que se manteve.”
MARIANA CARLESSO/JC
O República de La Boca fica na Avenida Bagé, 489 e funciona de terça à sexta-feira das 18h30 às 23h30. Aos sábados, abre em dois horários: das 12h às 15h30 e das 18h30 às 23h30. Aos domingos, o espaço opera das 12h às 15h30. A casa conta com espetáculos de tango, esporadicamente.
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