Rogério Cauduro é diretor e administrador da grife esportiva Rogério Cauduro é diretor e administrador da grife esportiva Foto: /CLAITON DORNELLES/arquivo/JC

Marca gaúcha Poker quer expandir a internacionalização

Em três anos, o negócio pretende operar em 20 países

O goleiro é tido como "o solitário do futebol". Como ele, não há outro no time. Não são raras as vezes em que uma derrota é creditada ao jogador, enquanto a vitória dificilmente cai no seu crédito. As marcas, no Brasil, demoraram para prestar atenção neste nicho dentro do futebol e mantiveram o foco apenas em chuteiras coloridas e outros materiais para jogadores de linha. A gaúcha Poker percebeu a demanda, concentrou esforços e hoje é líder nacional no segmento.
A Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol reúne 20 equipes, sendo 14 defendidas por profissionais que usam luvas Poker. O escritório do negócio fica na cidade de Montenegro, há 61 quilômetros da Capital, onde Rogério Cauduro e seu irmão e sócio Frêdi trabalham e acompanham a evolução do projeto. "Por sermos uma marca desconhecida até então, o começo foi mega complicado. A gente chegava nos goleiros e eles ficavam: 'ok, mas quem são vocês?'. No futebol sempre se quer usar a melhor marca."
"Tínhamos muita confiança no nosso produto. Quando fazíamos propostas aos goleiros, sabíamos que faríamos as melhores luvas. 'Sei onde encontrar o melhor látex (Alemanha), onde fazer a melhor costura (países asiáticos), deixa eu fazer uma luva para ti. O Clemer (Internacional 2002-2010) foi o primeiro que aceitou. Com aquele jeitão dele, deixou bem claro: 'Vou acreditar em vocês, mas se eu não gostar, não vou usar'. Acabou sendo campeão do mundo com nossa luva", conta Rogério, sobre a entrada da Poker no mercado de alto nível do futebol.
Mas não só de goleiros vive a Poker. A marca criou as linhas Ginástica, Funcional, Bike e Natação. A última, inclusive, figura entre as três principais do País, sendo a nacional de maior relevância, segundo Rogério. "Percebemos um mercado desassistido na natação. Fizemos o mesmo movimento que no futebol quanto a busca de parceiros", afirma.
Para os próximos anos a ambição da Poker se baseia em dois pilares. "Nos estabelecer como marca multiesportiva e internacionalizá-la. Em três anos, queremos estar operando em 20 países, mas também consolidados como uma das três marcas de multiesportes no Brasil. O maior desafio é perder o viés de 'marca de goleiro' sem perder a reputação de ser referência neste setor. Seria até uma traição com nossos parceiros de longa data se retrocedêssemos com os avanços dos produtos na área", avalia Rogério.
Rogério afirma que a Poker é para atletas amadores também. Há três níveis de produtos: o premium, que é de alta performance, o intermediário e o de entrada. "A gente fatia todas nossas linhas assim. Para todos os tipos de público. Quem procura o de entrada, vai estar bem assistido para um produto da faixa e assim por diante", reitera Rogério.
"Nossos avós, quando vieram da Itália, criaram a Cauduro, loja que aos poucos ganhou DNA esportivo e que tinha confecção própria. Quando começamos a confecção da Poker, era em um banheiro. Tínhamos o exemplo familiar empreendedor. Hoje temos a perspectiva de vender 300 mil luvas no ano. Nunca deixamos de crescer, de bater meta. Crescemos realmente todos os anos. Só neste primeiro semestre já foram 18% em relação a 2018", mensura Rogério.
POKER/DIVULGAÇÃO/JC
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