Dissegnaland terá um investimento de R$ 300 milhões Fabiano Ferrari, Araceli Ferrari e Vanessa Romel estão à frente do Dissegnaland Foto: LUIZA PRADO/JC

Garibaldi receberá parque temático no estilo europeu de R$ 300 milhões

Novidade lançada pelos empreendedores Fabiano e Ariceli Ferrari deve movimentar a economia da Serra

Temática original e preços acessíveis. Essas são algumas promessas do casal Araceli e Fabiano Ferrari, da Dissegna, para o Parque Dissegnaland, que deve ter a primeira etapa inaugurada no Dia das Crianças de 2021. Localizado às margens da BR-470, em Garibaldi, a área de 12 hectares, que hoje abriga um contêiner, receberá, em um período total de 10 anos, um complexo com parques de diversões, restaurantes, entre outras atrações.
Antes de anunciar o Dissegnaland, os empreendedores, juntamente com os filhos pequenos, fizeram pesquisa de campo em território nacional e internacional. Eles observavam toda a estrutura dos negócios, além de conversarem com frequentadores. Mas engana-se quem pensa que a inspiração dos dois é um dos mais famosos parques do mundo, o Disney World. “Não pegamos uma ideia Disney, que é ter parques gigantes. Estudamos a América do Sul e parques grandes aqui têm dificuldade de gestão”, explica Fabiano, que elogia os modelos do Leolandia e do Gardaland, ambos na Itália. “Optamos por parques compactos, com espaços trabalhados e tecnologia. Nos inspiramos nos europeus. Eles têm capricho, qualidade no acabamento, detalhes no calçamento”, acrescenta.
Outra proposta é apostar numa experiência positiva e no retorno do visitante. “Os restaurantes serão próprios, para podermos manter a qualidade”, justifica Araceli. Evitar filas numerosas também está nos planos, com o desenvolvimento, em parceria com startups, de um sistema de fila digital, no qual o relógio vibra para avisar que a pessoa se dirija ao brinquedo desejado. “Não queremos que as pessoas percam três horas em uma fila. No período que ela aguarda, poderá consumir, circular e fazer o uso de outros brinquedos”, constata Fabiano.
A temática é guardada em segredo, embora seja classificada como original e interessante. “Podemos dizer que o storytelling também é único. Não compramos o direito de alguém e criamos personagens”, avisa. O ticket de entrada, não revelado, tem garantia de ser acessível, além das atrações internas que forem cobradas à parte e bebedouros de água disponíveis gratuitamente. “Não pretendemos só ganhar dinheiro. Temos consciência de que o parque vai impactar a autoestima e a economia da região e com certeza mais empregos serão gerados”, diz o empresário, completando que tem recebido o contato de outros empreendedores da região entusiasmados em abrir hotéis e restaurantes nos arredores.
LUIZA PRADO/JC
De acordo com ele, será incentivada, ainda, a hospedagem em casas de agricultores interessados da região, através de uma plataforma on-line. “Brincamos que é um Airbnb colono, para que os turistas tenham uma imersão. Vamos abraçar a região de forma que ela esteja no parque, buscamos o envolvimento da comunidade”, revela. O local foi escolhido a dedo, apesar dos Ferrari terem adquirido a terra há mais de uma década. “Fizemos um estudo de geomarketing. É próximo ao Vale dos Vinhedos, a rota interliga Bento Gonçalves, Carlos Barbosa, Garibaldi, Farroupilha. Tem fácil acesso para Estrela, Lajeado, Caxias do Sul. Fica a duas horas de municípios que reúnem seis milhões de habitantes”, considera.
Empreender em parque de diversões é algo totalmente inovador para Araceli, formada em Contabilidade e Fabiano, filósofo e bacharel em Geografia. A Dissegna, aberta há 17 anos no segmento de imóveis, possui clima de startup e a equipe é multidisciplinar. “Poderíamos ter construído pavilhões, alugado e ido viajar. O que nos move é saber que iniciativas empreendedoras podem mudar uma localidade ou até mesmo impactar em nível global”, destacam.
O filósofo usa a formação para compreender o ser humano e, assim, ter uma sensibilidade diferente. A ética pessoal influenciará para que o parque evite importar itens de países que aplicam a pena de morte. “Não vamos comprar da China, nem mesmo souvenirs, a não ser que seja muito específico. Existem computadores, inclusive fabricados no Brasil, que têm componentes desses locais. Nesses casos não tem como fugir.” Muitos brinquedos e equipamentos serão trazidos da Itália.
O primeiro parque da Dissegnaland será mais voltado ao público infantil e à família e a estimativa é que gere 70 empregos diretos. Os demais, a serem inaugurados após 2021, serão focados em tecnologia e aventura, as montanhas-russas, por exemplo, estarão no Parque 3, que demanda mais investimento. Há previsão da instalação de um kartódromo indoor e estacionamento. Ao final de todas as etapas, o Dissegnaland deve contemplar 500 vagas diretas regulares e 300 temporárias. O investimento total é de R$ 300 milhões.
Garibaldi já esteve na rota dos aventureiros: uma estação de esqui funcionou durante anos na cidade, atraindo turistas do Brasil inteiro. Seu fechamento ocorreu em 2001. 
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