O negócio, focado em frutos do mar, é administrado por pai e filhos Careca, no meio, tem o apoio dos filhos na administração do negócio Foto: MARIANA CARLESSO/JC

Fechado no final dos anos 1990, restaurante Chiwawa reabre em Porto Alegre

Empreendimento que fez sucesso no Menino Deus agora opera no bairro Chácara das Pedras

As tendências dos anos 1990 voltaram com força. Roupas, comportamentos, estilos. O restaurante especializado em frutos do mar Chiwawa também. O empreendimento, que encerrou suas atividades em 1997, após 24 anos no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, reabriu no bairro Chácara das Pedras. João Maciel, o Careca, um dos antigos proprietários, é o responsável pelo retorno do empreendimento.
Careca tem apoio dos filhos Wagner e Cíntia para a volta do Chiwawa. O primeiro cuida das partes administrativa e financeira, enquanto a segunda das funções operacionais e dos Recursos Humanos. A qualidade dos camarões e peixes ainda é inspecionada pelo pai. “Ele faz questão de realizar o recebimento e analisar um por um”, conta Cíntia.
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O cardápio de um período para outro pouco mudou. “Muitos dos pratos estão de volta. Acho que isso é um dos fatores que contribui para estimular a memória afetiva das pessoas”, acredita Cíntia. “As pessoas dão relatos muito bacanas. Dizem que frequentavam quando eram crianças, outros que vinham com a namorada, ou até que o pedido de casamento foi lá. Eu fico cheia de amor. Amo que venham me contar as histórias, adoro saber dessas reconexões”, complementa.
No tempo em que o Chiwawa não esteve em operação, Careca tocou outro negócio, que também era especializado em frutos do mar, a Casa do Camarão. “O pai trabalhava em um bar e, quando decidiu abrir o restaurante, servia pizzas e lanches. Um cliente, uma vez, sugeriu camarão e ele já deu um jeito de incorporar no cardápio. Ele sempre teve essa relação próxima com os frequentadores”, explica Cíntia.
Sobre a escolha do ponto, na avenida Teixeira Mendes, nº 1.216,  Cíntia afirma que foi pensado para ser um novo ciclo. “Aqui era uma casa residencial. Queríamos algo que não tivesse nenhum vínculo com outro negócio." O investimento da nova casa, arquitetada durante um ano, foi de cerca de R$ 750 mil. 
O cardápio é divido em camarão, peixes, carne e entradas. "O camarão vem sempre do Norte e do Nordeste. Esse é um grande diferencial: qualidade. Quando se trata de frutos do mar, é sempre uma preocupação."
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O nome foi uma estratégia de Careca para atrair o público de um estabelecimento focado em cães. "Tinha algo como um 'clube de cachorros', que os clientes do bar que o pai trabalhava sempre frequentavam. Quando ele abriu o restaurante, pensou: 'por que não colocamos o mesmo nome para trazê-los?'. Mas está sendo bem engraçado. Durante a reforma, uma senhora parou e exclamou: 'que coisa clara para uma pet shop'. Rimos bastante", diverte-se, Cíntia. 
Para o futuro próximo há uma parceria com a vinícola Vallontano, de Bento Gonçalves. Uma espumante com o rótulo do restaurante está em desenvolvimento. “Vai ser uma brut. Foi pensado para ser a nossa cara”, projeta Cíntia.
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