Entrevista com Helio Pacheco, CEO da Severo Garage. Hélio Pacheco conta que, após o rápido crescimento, foi necessário um ano de reestruturação da marca Foto: LUIZA PRADO/JC

Em três anos, Severo Garage faturou mais de R$ 30 milhões

A rede de hamburguerias aposta em mudança no perfil dos franqueados para seguir expandindo

O sucesso é o desejo de qualquer empreendedor no início de sua trajetória. Hélio Pacheco, 40 anos, sócio da Severo Garage, conta que o crescimento rápido da rede de franquias foi um momento ambíguo para a marca. Apesar dos números positivos de faturamento, o surgimento de novas unidades fez a rede repensar sua estratégia de expansão. "Aprendemos literalmente sofrendo. Começamos a trabalhar com franqueados que não estavam tão preparados, que queriam ser investidores. Começaram a surgir regiões que estudávamos, que era viável abrir, então de repente explodiu. Mas tem o lado inverso, que é fazer com que essas lojas lucrem, faturem", expõe Hélio. 
Comemorando três anos de existência, a primeira loja da Severo Garage nasceu para ser base do modelo de franquias da marca, já que a Severo Burger, primeiro negócio de Helio junto com os sócios Geraldo Nunes e Rogério Dias, não tinha um modelo tão atraente para o sistema. "A Severo Burger tem um cardápio muito maior. Quando fechou um ano da operação, começamos a elaborar o projeto da Garage. Quando montamos essa unidade, entrou o quarto sócio, o Alexandre Fetter. A ideia era ser pequena, com custo operacional mais baixo, cardápio mais enxuto para conseguirmos replicar essa fórmula", explica. O processo de expansão foi feito por uma empresa especialista no setor de franquias. O valor, segundo Helio, varia de R$ 300 mil a R$ 500 mil. A primeira unidade nesse formato foi inaugurada em 2017, no Boulevard Assis Brasil. 
Em seu primeiro ano atuando no franchising, a rede abriu 27 unidades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. A rápida expensão foi seguida de um ano de reestruturação. "Em 2018, resolvemos parar e estruturar a rede. Recebemos mais de 40 contatos, mas não vendemos nenhuma loja. A ideia é fazer com que nossos franqueados se especializem, organizem", acredita. Hélio conta que uma das dificuldades foi trabalhar com franqueados que apenas desejavam investir no negócio, sem colocar a mão na massa. "É nítido para nós que o franqueado que dá a vida no negócio ganha dinheiro. Ele tem que ser sócio operador, conhecer o dia a dia. Não é só colocar o negócio que vai dar certo, tem que ter muito trabalho pra isso. Hoje, temos certeza que o perfil do franqueado é muito importante. Ele precisa ser empreendedor, entender que pode demorar dois, três anos para recuperar o investimento", pondera. 
LUIZA PRADO/JC
Mesmo com mais cautela, neste ano o grupo lançou mais uma novidade. Para atender o público do POA Comedy Club, casa focada em humor que inaugurou no fim de maio, os sócios criaram a Severo Rango. "São nossos amigos e eles queriam que a gente entrasse na operação porque a marca já é bem conhecida e ajudaria. Pensamos na expansão da marca como um todo. Foi uma aposta para mudar um pouco o ramo. Como o Comedy é um sucesso, a comida acabou caindo na graça do público. Só temos um burger lá. O cardápio tem massa, pizza, milanesas."
A rede fechou 2018 com faturamento de R$ 18 milhões e estima que, para 2019, o número chegue a R$ 30 milhões. Além disso, uma expansão para fora do País está nos planos da Severo Garage. No entanto, aumentar o número de lojas ainda está fora das prioridades da rede. "Não falo mais em número de lojas. Se tivermos franqueados competentes, que vistam a camisa da rede, que tragam novidades, com quem possamos crescer de forma uniforme, como um todo, é o que a gente mais espera pra rede." 
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