As peças desenhadas por Cristiane possuem mais de um tipo de alça, o que garante versatilidade Cristiane diz que material é leve e elástico Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Pensadas para viagem, bolsas são produzidas com neoprene no RS

A marca Invez foi criada por ex-educadora física que decidiu fazer transição de carreira

A ex-educadora física Cristiane Borba, de Porto Alegre, trouxe de sua formação original um aspecto que dá o diferencial ao seu novo negócio. A marca de bolsas Invez mistura materiais, entre eles o neoprene, que é leve, elástico e resistente – bastante usado por surfistas. “O neoprene expande conforme tu vais colocando as coisas, o que faz com que o produto aumente de tamanho”, detalha ela.
O atelier de Cristiane começou no sótão de casa, no bairro Tristeza, na Zona Sul. Há dois anos no mercado, o crescimento é constante. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2019 com o mesmo período de 2018, foi registrada uma expansão de 150%. Hoje, ali são feitos os protótipos, mas a produção passou a ser terceirizada para parceiros do Vale dos Sinos – embora seja a própria empreendedora quem compre toda a matéria-prima.
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Recentemente, ela recebeu duas boas notícias que lhe indicam que está no caminho certo. A primeira é que seu projeto foi escolhido para receber o selo São Paulo Fashion Week Ama. Isso significa que a proposta é considerada pelos organizadores do evento de moda como inovadora. Em maio, ficou sabendo, ainda, que suas bolsas integrarão o figurino de atrizes da novela Malhação, da Rede Globo, o que deve gerar visibilidade para a empresa.
Como seu foco são clientes em viagem, tanto do público feminino como do masculino, as bolsas e mochilas, além da característica da elasticidade, podem receber mais de um tipo de alça. Isso faz com que pareçam modelos diferentes apenas pela troca do acessório. Sem contar que algumas linhas possuem ombreiras, para gerar conforto durante os passeios.
Os valores partem de R$ 126,00 e as vendas ocorrem em lojas parceiras ou por e-commerce. Uma operação em Paris também revende as peças.
Depois de ter trabalhado por 20 anos como educadora e ter tido sua própria academia, Cristiane se diz completamente realizada com o projeto. “Pena não ter feito isso antes”, brinca. “Com a Invez, trabalho a minha criatividade. Crio e vejo as coisas prontas”, justifica.
Além do neoprene, os itens utilizados são: jeans, sintéticos, metais, entre outros.
MARCELO G. RIBEIRO/JC
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