Michele teve a ideia do projeto ao morar em um barco na Indonésia Michele teve a ideia do projeto ao morar em um barco na Indonésia Foto: /Camila R. Vieira/DIVULGAÇÃO/JC

Garrafas reutilizadas e com alça de macramê

Lemi usa o conceito de hidratação consciente

A advogada Michele Zago, 41 anos, trouxe da vivência na Indonésia a vontade de transformar o respeito ao meio ambiente em um negócio. Ela viveu em um barco no país asiático de 2015 a 2018, onde teve a ideia de criar a Lemi, empresa que recicla garrafas e produz alças de macramê. Com o conceito de hidratação consciente, ela espera que o público use menos plástico.
Na viagem, apesar das paisagens deslumbrantes, a visão de animais marinhos mortos enrolados em sacolas e de ilhas cercadas de lixo foram fundamentais para Michele criar a Lemi, com sede em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. 
De volta ao Brasil, em agosto do ano passado, ela foi atrás de doações de garrafas de vidro e tecidos que seriam descartados. A mão de obra inclusiva é outro diferencial. “Trabalhamos com Clube de Mães e a Fundação Cultural em Balneário Camboriú, além de algumas mães que têm filhos autistas e não conseguem emprego", ressalta Michele. 
“Em Porto Alegre, fechei parceria com a estilista Rochele Gloor, que cuida do Atelier Morro da Cruz, onde estamos estruturando a entidade (juridicamente o Atelier da Cruz ainda não existe) para que possamos oficializar um convênio”, acrescenta.
O trabalho é todo artesanal e, segundo a empreendedora, uma pessoa produz, em média, de 200 a 250 garrafas mensalmente. A Lemi está em pré-lançamento, por isso está atendendo apenas lojistas e marcas que tenham interesse em fazer suas próprias garrafas. 
Em Porto Alegre, as garrafas podem ser encontradas na loja Espaço Boho. Michele está em planejamento de uma parceria com a Susepe desde outubro de 2018. “Estamos ajustando para podermos trabalhar com quatro casas prisionais”, afirma.
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