José Luís Machado de Oliveira e as filhas Amanda e Adriana levaram o conceito ao bairro Petrópolis Pai e filhas desenvolveram o projeto juntos Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Incorporadora lança prédio 'anti-depressivo' em Porto Alegre

Projeto foi desenvolvido pela Execute Engenharia e Incorporadora

Em vez de assistir a um filme ou a um jogo de futebol sozinho em casa, que tal ir até a área de convivência do condomínio e curtir esse momento com vizinhos? A lógica do coletivo, acreditam os administradores da Execute Engenharia e Incorporadora, não é só uma tendência: veio para ficar. Por isso, eles apresentaram, em Porto Alegre, o LIV, empreendimento pensado para agradar os adeptos da era do compartilhamento, com a maioria dos apartamentos compactos, ocupando de 28m² a 41m². José Luís Machado de Oliveira, 54 anos, chega a dizer que é um “prédio anti-depressivo”. “Ninguém convive mais, as pessoas chegam em casa e ficam na TV ou no celular. Ali, haverá um grupo convivendo junto, com a cabeça similar de ideias”, justifica.
A Execute foi fundada por José há cerca de uma década. Agora, ele tem a companhia das duas filhas na empreitada, Amanda, 29, e Adriana, 24. A engenheira Amanda, inclusive, é uma das poucas diretoras mulheres de uma incorporadora na cidade – mercado predominantemente masculino.
Essa mistura de gerações em família ajudou a moldar os conceitos do LIV. Amanda conta que trouxe várias referências de seus estudos no exterior. “Fiz intercâmbio nos Estados Unidos, viajo muito. As ideias do LIV vêm dessas viagens. Nas férias, não passo um dia em Porto Alegre. Tenho um combinado comigo que pelo menos um lugar novo por ano eu vou conhecer. Estou sempre ligada. Gosto de entrar nos locais, olhar a decoração. A experiência de outras vivências enriquece muito a área profissional”, entende ela.
O LIV contará com sala de reuniões, coliving, ferramentaria, academia e colocará bicicletas, inclusive elétricas, à disposição dos moradores. A construção será feita na rua Curvelo, nº 100, no bairro Petrópolis, com previsão de conclusão para setembro de 2021. Das 144 unidades, 24 já estão vendidas. Os estúdios custam a partir de R$ 295 mil.
MARCELO G. RIBEIRO/JC
“O mercado de compactos é uma realidade das grandes metrópoles do mundo. A gente sabe que vem uma avalanche de empreendimentos neste estilo no Rio Grande do Sul”, argumenta Amanda.
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Comentários ( 4 )
  1. Julio

    Tendência que veio para ficar. Em Porto Alegre está indo na direção de zero filhos por casal. A partir de 2040, muitos destes filhos únicos herdarão imóveis dos pais e avós. Sim já existem netos únicos. As construtoras vão ter que inovar para continuar construindo.

  2. Antonio

    Trocando o Rivotril pelo prédio

  3. José Oliveira

    Apartamento de 38 m2 é de ficar deprimido, isso sim! No BNH tínhamos mais espaço para viver...

  4. Mauro Hintz

    Excelente empreendimento: boa localização e preços compatíveis.

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