Evento da Amcham POA debateu o futuro com impacto da tecnologia Evento da Amcham POA debateu o futuro com impacto da tecnologia Foto: AMCHAM/DIVULGAÇÃO/JC

Ciclo 2030 Amcham debate mercado do futuro e tecnologia

Geração Z, características humanas, inteligência artificial, relação homem-máquina e uso de dados foram debatidos por representantes de IBM, Saxo Bank e Box1824

Aconteceu na terça-feira (26) o Ciclo 2030 da Câmara de Comércio Americana de Porto Alegre (Amcham). Cerca de 500 pessoas lotaram a plateia do Teatro da Unisinos. A sócia da No One e também da Amcham, Mariana Gutheil, abriu o evento e mediou as conversas com a vice-presidente de Desenvolvimento de Produto da Box1824, Laura Kroeff, o Head para a América Latina do Saxo Bank, Pedro De Bertoli, e o CEO da IBM no Brasil, Tonny Martins.
Laura abordou a preocupação que as empresas precisam ter com a diversidade no quadro de pessoal. “Já é preciso trabalhar com diversidade, potencial de mercado, pessoas mais velhas - e vai ser muito mais. A Geração Z se importa muito com isso. Há, por parte dela, cobrança, exigência. Então, é preciso atentar para isso, até mesmo para atrair esses talentos”, informou, acrescentando que, em uma pesquisa realizada dentro de uma empresa, apenas os mais novos e as minorias afirmaram que tal organização não tinha a diversidade entre os pilares. “Não se consegue criatividade com equipe homogênea, mas isso não é fácil, é preciso estar preparado”, complementou. Sobre o mesmo tema, Laura trouxe um outro levantamento, que informava que 50% dos entrevistados desta faixa etária não comprariam produtos oriundos de erros éticos. Dentre estes, 53% reavaliariam a compra caso a empresa assumisse os erros.
Para Laura, o futuro é mais “terra enorme de oportunidades” do que ameaças. Segundo ela, as empresas estão mais leves, com custos fixos menores, trabalhando mais em parcerias e menos com estrutura fixa. “O empreendedor do futuro lida com mais competitividade, mas de forma mais leve, com erros”.
Além disso, a representante da Box 1824 crê que as empresas não vão conseguir operar sem skills da Inteligência Artificial, que “começa a atuar em todos os grandes negócios e influencia mais nos níveis altos do que na base das organizações”. Apesar disso, como mensagem final, Laura disse para a plateia que “se preocuparia muito menos com tecnologia e mais com pessoas. Tem que se entender os novos seres da revolução tecnológica. O que o robô não entende é de empatia, diversidade, criatividade, troca, característica que ninguém tira dos seres-humanos”, concluiu.
Pedro De Bertoli dedicou seu tempo ao tema de uso de dados. Segundo o Head para a América Latina do Saxo Bank, os fatores técnicos e comportamentais precisam andar lado a lado para se obter bons resultados na interpretação dos dados. “As pessoas têm medo de que o dado tire o lugar delas. Não é para se preocupar com isso, os robôs estão ajudando. O que se faz necessário é criar a cultura da empresa, um setor interligado que possa trazer evolução na interpretação das informações. Saber como funciona, como trazer valor. O legado é de tecnologia e de gente”, ressalva. Para ele, as pessoas usam e usarão serviços globais, e, por isso, se deve entender como elas funcionam.
O representante do Saxo Bank abordou a Lei de Proteção de Dados, que “estabelece um patamar global de respeito ao consumidor, importante para ele se sentir protegido”. Em um exercício de “futurologia”, que o próprio evento propôs, De Bertoli prevê que “vai ser possível usufruir dos serviços sem nem saber o banco. A tendência é não haver mais o controle centralizado de hoje, vai pulverizar bastante”.
Para os empreendedores, ele também deixou uma mensagem positiva. “As histórias de sucesso são semelhantes às de fracasso. A diferença está nos detalhes. Não deixe de investir e tentar promover mudanças, haverá aprendizado de qualquer maneira”, ratificou.
CEO da IBM no Brasil, Tonny Martins encerrou as atividades. Provocado pela mediadora Mariana Gutheil sobre a razão de usar a expressão “reinvenção digital” em vez de “revolução”, como é costumeiro a todos, Martins afirmou ser “algo mais conceitual do que semântico. Com tecnologia disruptiva se vê que hoje se tem mudanças de modelos de negócios, ecossistemas, cultura. Atende-se a clientes mais exigentes, com níveis maiores de personalização. Então, são três fatores para considerar reinvenção: hiperconveniência, hiperpersonalização e hipercustomização. Massificados, escaláveis e acessíveis – às vezes divergentes. A evolução tecnológica alavanca a possibilidade de se repensar produtos, serviços e modelos organizacionais”, explicou.
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