Leo Zamper tem dois salões de beleza na Capital Leo Zamper está a frente de salões com seu nome Foto: MARIANA CARLESSO/JC

Verão é a melhor época para empreender

Leo Zamper é um dos nomes mais conhecidos em salões de beleza de Porto Alegre

Há 22 anos trabalhando com cabelos, Leo Zamper, 41, é um dos nomes mais conhecidos do ramo em Porto Alegre. A frente de dois salões de beleza que levam seu nome, ele estrategicamente divide os espaços com algumas parcerias de serviços, como tatuagens e loja de roupas.
Recentemente, Leo renovou a unidade que fica na rua Octávio Corrêa, nº 84, no bairro Cidade Baixa, na Capital. Mudou o bar que fica anexado ao salão e, agora, passa a se chamar Sandbox Bar.
O estabelecimento é uma parceria com Lourenço Testa, que já tem experiência de liderar o Dirty Old Man e o restaurante The Raven. Nessa entrevista, Leo fala sobre empreendedorismo colaborativo e como enxerga uma oportunidade de negócio no verão - que, para muitos, é um período ruim. Confira:
GeraçãoE - As duas sedes do Leo Zamper são espaços compartilhados. É um norte do seu negócio dividir espaços?
Leo Zamper - Não é uma ideia de ter sempre negócios compartilhados, mas isso não me incomoda. Aliás, isso agrada bastante pela diversidade de atividades que posso ter dentro de um mesmo ambiente, beneficiando o meu cliente, suprindo várias necessidades dele. E eu acredito muito nessa nova forma de negócio. A minha ideia parte do conceito da coletividade. Eu nem vou pelo viés da divisão de despesas. Mas, sim, pela parte que agrega em ideias criativas para o espaço. Claro que a divisão de responsabilidades (pesa) também. Isso nos libera para fazer outras coisas. O que imagino para os meus negócios - e tem dado certo - é que são lucrativos e, com essa qualidade, não me preocupo com as despesas e sim com as melhorias, no que eu posso acrescentar para deixá-los melhores e com um diferencial.
MARIANA CARLESSO/JC
GE - Realizar um investimento de reformar e transformar o bar na época de verão não é arriscado, visto que é a baixa temporada?
Leo - Acredito muito em Porto Alegre em janeiro e fevereiro. O comportamento do público mudou muito. Antigamente, as pessoas viajavam durante dois meses e ficavam fora. Hoje, isso não existe mais. As pessoas tiram férias de 10 a 15 dias e voltam. Então, a Capital é uma cidade carente de coisas bacanas durante janeiro e fevereiro, fica "órfã". Sou um cara que já começou várias coisas nesse período e, para mim, é a melhor época, inclusive, porque a maior parte dos negócios fecha com medo de não haver público ou que não vá dar certo. O meu pensamento é completamente contrário a esse. Para mim, é uma época maravilhosa justamente por não ter a concorrência de outras coisas abrindo e que as pessoas ficam esperando março ou o período posterior ao Carnaval para fazer algo. Foge do óbvio e é uma oportunidade bem legal de negócio. Se você frequenta um estabelecimento que fecha em janeiro e fevereiro, você continua saindo e vai buscar algum lugar que esteja aberto e quem sabe a pessoa deixe de ir nos lugares onde estava indo e passe a frequentar os meus lugares após essas visitas.
GE - Em seis anos de trabalho, o seu salão já possui um nome bastante conhecido. Acredita que o conceito dele possa ter ajudar a galgar esse espaço?
Leo - Quando criei o meu estabelecimento, fiz tudo pensando em poder colocá-lo em Nova Iorque, Londres ou em qualquer capital dessas, cosmopolitas. Por isso, pirei bastante na decoração, trabalhando com muita iluminação diferenciada, usando coisas high tech. Tiramos ideias das nossas cabeças, das nossas viagens turísticas, cursos e trabalhos, pois eu viajo bastante ao exterior, e das viagens na maionese mesmo. O segredo é criar coisas que causem ótimas surpresas e experiências aos clientes, não sendo mais do mesmo.
MARIANA CARLESSO/JC
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