Fabio Hoffmann é diretor do negócio fundado em 2013 Fabio Hoffmann é diretor do negócio fundado em 2003 Foto: /CAROLINA SOUZA MUGNOL/DIVULGAÇÃO/JC

Editora gaúcha assume quadrinhos Disney

Culturama começou parceria com a companhia em 2015

Os órfãos brasileiros dos quadrinhos da Disney, que deixaram de ser publicados no País na metade de 2018, já podem comemorar. A editora Culturama, de Caxias do Sul, será a responsável por preencher essa lacuna. A previsão é de que os gibis comecem a ser vendidos em março. As histórias da turma do Mickey, Pato Donald, Tio Patinhas, entre outros personagens que marcaram a infância de muita gente, foram impressas pelo Grupo Abril durante 68 anos.
A Culturama tem se destacado nas prateleiras de papelarias, atacados, bazares, lojas de preço único, supermercados e grandes redes de varejo. É possível encontrar diversas opções de livros, desde ilustrados com as protagonistas de Frozen, Elsa e Anna, até criações próprias. De acordo com o diretor, Fabio Hoffmann, a parceria com a Disney começou em 2015. "Depois, fechamos a licença de Marvel e, no ano passado, conseguimos as licenças de Star Wars e dos quadrinhos", comemora. "Ficamos muito honrados e felizes por poder trabalhar com as revistas em quadrinhos mensais", celebra. O empreendimento detém ainda a licença da Turma da Mônica.
A editora gaúcha foi fundada em 2003 e por 12 anos funcionou como distribuidora de livros, até ganhar a roupagem atual. Fabio considera que atender o mercado popular foi uma das estratégias que auxiliou a empresa a se consolidar. "Atender esse mercado alternativo, não consignar os livros e investir em materiais de ponto de venda foi o que nos ajudou a crescer", avalia. Ou seja, ao não focar em livrarias, não sentiu tanto o impacto na crise do impresso. "Mesmo assim, o mercado editorial é bastante dinâmico e precisamos nos reinventar a cada dia, buscar novos produtos e acompanhar as tendências mundiais", salienta ele.
Por isso, além dos quadrinhos da companhia norte-americana, a Culturama está com vários projetos para 2019. Entre eles, a publicação de alguns e-books.  "Acreditamos que os livros físicos e digitais devam se complementar", explica Fabio.
CAROLINA SOUZA MUGNOL/DIVULGAÇÃO/JC
Ele pontua que não vê como disputa o fato dos leitores se sentirem atraídos pelo "mundo digital". "Hoje é comum que as crianças gostem de computador, celular, tablet. Elas nascem nessa nova era, então isso faz parte da vida delas", acrescenta.
Dois significativos pilares da Culturama são a qualidade e o conteúdo interessante, que instigam a vontade de ler. "Os livros possibilitam outro tipo de experiência para as crianças", acentua. O diretor ressalta que, a partir dos livros, o público infantil entende a importância da leitura, aprende a ser criativo e usa a imaginação. Considera, inclusive, que é fundamental motivar o hábito através de exemplos em casa e na escola. 
Nos próximos meses, a editora da Serra Gaúcha inaugurará uma loja virtual para vender diretamente para consumidor final. O plano de exportação, iniciado em 2018, será consolidado. "Participamos da Feira do Livro Infantil de Bolonha e da Feira do Livro de Frankfurt como expositores, fizemos contatos e, no final do ano passado, editoras de dois países compraram nossos livros", conta Fabio. Em breve, a Culturama deve expandir as fronteiras. Afinal, já dizia Walt Disney, se você pode sonhar, você pode fazer.
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