Além de administrar o espaço, Martha tem a marca Dulcet Martha Rosinha está a frente da marca de roupas Dulcet há quatro anos Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

Polo de moda quer atrair lojistas do interior do RS

Martha Rosinha abriu espaço coletivo no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre

Martha Rosinha, 46 anos, proprietária da marca de roupas Dulcet, viu o empreendedorismo entrar em sua vida a partir do instinto materno. Ela é mãe de Pedro Felipe, 13, que nasceu com paralisia cerebral, e dona de um espaço que agrega vários fornecedores em Porto Alegre.
Há quatro anos, trocou a carreira consolidada de duas décadas como advogada pelo negócio próprio para poder se dedicar mais ao adolescente. "Não estava conseguindo acompanhar o crescimento dele", lamenta, ao comparar com o período em que tinha um emprego fixo. "Empreendedor trabalha 24 horas por dia, mas eu consigo ter um olhar mais cuidadoso com meu filho", contrapõe a mãe, com a certeza de que tomou o caminho certo.
Hoje, ela comemora a troca de carreira, pois, além de estar realizando o sonho de trabalhar na área da moda, sente-se satisfeita em dedicar-se ao menino. Ela, inclusive, apresenta orgulhosamente Pedro Felipe como sócio da Dulcet.
A paralisia cerebral do jovem não afetou seu entendimento sobre as coisas, uma vez que o cognitivo foi preservado.
MARTHA ROSINHA/ARQUIVO PESSOAL/JC
E os planos são ambiciosos. Recentemente, Martha investiu na abertura de um show room para fabricantes de Porto Alegre. Ciente de que a produção têxtil no Estado é forte, ela percebeu que os lojistas do Interior viajam a São Paulo para comprar estoque com frequência. E interpreta que isso acontece por não haver um polo de moda mais próximo.
"Desejo que os comerciantes precisem, cada vez menos, se deslocar até São Paulo e foquem nos produtos daqui, que têm qualidade e bom preço", persevera.
Localizado na avenida Teixeira Mendes, nº 1.050, no bairro Três Figueiras, o espaço com 400 m² tem capacidade para suportar até 11 lojas - ainda há áreas disponíveis para locação. Para Martha, o local chegou para "fomentar as marcas do Rio Grande do Sul".
Não à toa, ele é coletivo, até porque Martha analisa que nem todas as marcas participantes do projeto - na maioria ainda de pequeno porte - possuem um aporte para ter um espaço individual. A intenção é fazer com que se instalem ali negócios de diversos segmentos - moda masculina, feminina, acessórios - para que o empreendimento seja atrativo.
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