André Belz (à esquerda), da Rockfeller Language, ao lado dos sócios Renata Morais e Romeu Morais André Belz (à esquerda), da Rockfeller Language, ao lado dos sócios Renata Morais e Romeu Morais Foto: /HENRIQUE KOTAKA/DIVULGAÇÃO/JC

Rockfeller planeja expansão no Estado

Fundada em 2004, a escola de idiomas Rockfeller Language Center está com planos de fincar os pés em território gaúcho. Já com 40 unidades espalhadas por Santa Catarina e Paraná, além de quatro operações no Estado - uma em Porto Alegre, uma em Bagé e duas em Passo Fundo -, o plano é saltar para, no mínimo, mais cinco. O investimento para franqueadores varia de
R$ 95 mil a R$ 400 mil, dependendo da cidade e do porte da operação. A empresa, que tem a meta de fechar 2019 com 50 franquias, calcula ter movimentado R$ 31 milhões em 2018. André Belz, de 38 anos, está à frente da empreitada e conta qual a expectativa desse avanço no Rio Grande do Sul.
GeraçãoE - Qual a expectativa de expansão neste ano?
André Belz - Estamos em um momento de expansão muito bom, com abertura confirmada de 10 novas unidades. Quatro inauguram ainda em janeiro. A expectativa é passar das 50 franquias em 2019. Na nossa sede, em Santa Catarina, a marca já é muito forte. Em Florianópolis, por exemplo, já são cinco unidades. No Paraná, já estamos na oitava unidade em Curitiba. E a nossa intenção agora é ingressar bem forte no Rio Grande do Sul. A meta é fechar o ano com, no mínimo, mais cinco novos franqueados. Mas é possível que cheguemos à marca dos 10, porque estamos fazendo um trabalho de prospecção no Interior, na Região da Serra.
GE - Há dificuldades no convencimento dos franqueados da marca?
André - Não há hoje uma pessoa sequer que não entenda a importância do aprendizado de um novo idioma. Então, por mais que intangibilidade exista na ponta, com professor ensinando aluno, e isso só vai ser medido no decorrer do curso, o empresário nem pensa nisso, tamanha a ciência de que o conhecimento é importante para as pessoas.
GE - Quais os estudos de mercado que são realizados antes de começar a prospecção de uma nova praça?
André - Trabalhamos com ferramentas de geomarketing quando entramos em uma praça, para entender o potencial, qual a população, renda per capita. São dados muito exatos que existem hoje com softwares que você sabe onde as pessoas trabalham, classe social. É possível trabalhar o raio (de atendimento). Consigo identificar qual é a melhor área em cada cidade. É feito um estudo bem aprofundado para identificar quais são os locais ideais e um mapeamento das escolas concorrentes, quais particulares estão próximas. São ferramentas bem avançadas que o mundo do franchising já utiliza.
GE - Como alguns dos franqueados ingressaram na Rockefeller sem investir?
André - No nosso negócio é muito importante que o dono opere. A cabeça do proprietário tem que estar ali funcionando. Quando se deixa nas mãos de funcionários fica à mercê da rotatividade, tem que ser alguém de confiança e que seja parceiro do negócio mesmo. Por isso, franqueados ingressam na rede e acabam escolhendo um funcionário que se destaca e o convidam para ser sócio. E, se ele não tem dinheiro para entrar como sócio, recebe um percentual pequeno na participação e entra como sócio-operador. Como tem o know how e a expertise do negócio, se torna sócio de uma segunda operação. Na rede, temos vários casos assim. Cerca de 14 unidades começaram dessa forma.
GE - Qual a tua responsabilidade como franqueador?
André - A relação tem que ser 50% para cada um, às vezes, é mais para o franqueado. Da minha parte, ofereço uma marca já consolidada, um know how de quem errou muitas vezes para acertar, ofereço um produto, tecnologia e suporte. Esse suporte tem equipe de campo que é totalmente setorizado, visto que esse negócio possui várias frentes, pois tem a escola, a área pedagógica, administrativa, financeira, marketing entre outros. Além disso, ofereço softwares de gestão, treinamentos, auditorias. Mas não adianta se o franqueado não fizer a parte dele.
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