Equipe da Addapta se inspirou em problemas de pessoas próximas Equipe da Addapta se inspirou em problemas de pessoas próximas Foto: /Aline Santos/Divulgação/JC

Startup batalha pela inclusão de PCDs

Addapta visa tornar mercado de trabalho mais inclusivo, com capacitações e acompanhamento dentro das empresas

A experiência de Simone Chollet, 33 anos, como professora no projeto Menor Aprendiz fez despertar a atenção para um problema social que acabou se tornando nicho de mercado.
Simone percebeu que os alunos com deficiência encontravam dificuldade de conquistar uma vaga após o final do programa. Para atender a essa demanda, ela criou a startup Addapta, em Esteio.
O objetivo é prestar serviços de recursos humanos para pessoas com deficiência. A empresa tem um ano de existência e conta com Simone; Marina Bandeira, 25; Gabriel Passos, 37; e Rafael Bandeira, 35. O grupo empreende em família. Além de Simone ser irmã de Marina, é casada há 13 anos com Gabriel. Marina, por outro lado, é casada há sete anos com Rafael.
Além da experiência de Simone com os PCDs, todos os membros da equipe têm algum parente com deficiência. Gabriel perdeu seu irmão deficiente físico no ano passado, aos 32 anos, vítima de meningite. "Aos 13 anos, ele teve um câncer e precisou amputar a perna, mas ele era obstinado, teve uma carreira meteórica, fez faculdade, morou em São Paulo e trabalhou em um banco. A coragem e a determinação dele durante a sua vida me marcaram bastante", lembra. Rafael conta que tem um primo autista e duas primas deficientes auditivas, uma delas casada também com um deficiente auditivo. "O esposo dessa minha prima teve atendimento negado no INSS por negligência do atendente, e outros deficientes auditivos também passaram por isso na agência. Minha prima buscou ajuda para fazer valer os direitos do marido", desabafa. Já Simone e Marina citam um primo que, após uma febre, apresentou sequelas mentais, condição que o impede de trabalhar.
No período da gravidez, Marina descobriu que o bebê possuía a Síndrome de Edwards, um fator genético em que a pessoa possui três cópias do cromossomo 18 e nasce com malformação do crânio, mandíbula e membros. O bebê veio à óbito logo após o nascimento. A dor da perda do filho motivou Marina a se engajar no projeto para ver os profissionais PCDs devidamente inseridos nas vagas e com o suporte adequado. "O Gui foi uma das minhas grandes inspirações", relata.
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Comentários ( 1 )
  1. Jucimara Pereira

    Boa noite Ótima iniciativa dar oportunidade as pessoas com deficiência. Sou uma delas e sei o quanto e difícil a inclusão na sociedade.

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