Startup Semear despertou a veia empreendedora de Francéia e Patrícia Startup de psicologia e neurociência Semear na foto: Patricia Hopf e Francéia Veiga Liedtke Foto: CLAITON DORNELLES /JC

Empreendimento de psicologia busca valorizar pesquisas

Negócio promove ainda palestras gratuitas e cursos de curta duração

A startup Semear é, nas palavras das sócias, Francéia Veiga Liedtke, de 34 anos, e Patrícia Hopf, 49, uma "semente" com muitos planos para crescer. O negócio abriu há dois meses, em Porto Alegre, e foca no atendimento psicológico de crianças e adolescentes, com o diferencial de valorizar pesquisas acadêmicas e levá-las à prática.
O empreendimento foi criado depois que Francéia, psicóloga que trabalhou durante oito anos em consultório, e, Patrícia, estudante da área e mãe de uma adolescente com dislexia, perceberam que muitos danos de saúde mental poderiam ter sido reduzidos se fossem diagnosticados antes. "Nós duas tínhamos angústias semelhantes, mas caminhos diferentes. Resolvemos fazer algo que pudesse ajudar como um todo, não somente na aprendizagem", relatam.
A profissional da saúde é também mestranda do programa de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e, nessa vivência, observou que os resultados dos estudos nem sempre são executados.
"As pesquisas desenvolvidas na universidade são muito boas e, infelizmente, não chegam a muita gente", lamenta.
Os dois principais pontos da Semear são: ofertas de cursos, voltados para professores e profissionais clínicos, que visam capacitação, e projetos para serem aplicados em escolas.
"Esses são organizados em três linhas de solução: curto, médio e longo prazo. Por exemplo, uma escola tem uma situação de bullying em uma série, chama a Semear e a gente vai analisar tudo o que aconteceu", explica Francéia. "Não queremos dar uma palestra de uma hora para os pais. Além de desenvolver um atendimento com eles, pretendemos falar com as crianças e com os professores", completa Patrícia.
Em paralelo a isso, a startup ainda oferece cursos de curta duração, com a mesma premissa de mostrar como o conceito pode ser usado no dia a dia, e o projeto Colheita, que são palestras gratuitas, ambas modalidades ministradas em uma sala do complexo profissional onde está localizada a Semear, na rua Mostardeiro, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
"Temos muitos planos e, quando abrimos o negócio, percebemos que nem tudo o que planejávamos estava dando certo. Queríamos começar com um tema de palestra, mas a demanda era sobre outro, remanejamos", observam as sócias.
Para o futuro, elas almejam plantar mais frutos. "A gente pensa em fazer um projeto em escolas públicas no ponto de extensão e pesquisa e, talvez, mais para frente, ter alguma clínica que junte vários profissionais que possam atender tanto as pessoas com condições financeiras quanto as sem", descrevem.
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