Graziela e Bianca largaram suas antigas profissões para se dedicarem ao empreendimento Graziela e Bianca largaram suas antigas profissões para se dedicarem ao empreendimento Foto: /MAURO BELO/JC

Inspirado na Disney, empreendimento de Canoas transforma meninas em princesas

Figurinos e chá da tarde aproximam crianças de suas personagens favoritas

Antes de ir ao baile, a fada madrinha alerta Cinderela que o encanto responsável pela sua transformação, assim como um sonho, não irá durar muito. "Ao soar das 12 badaladas, a magia cessará e tudo que era antes voltará", diz a personagem no clássico desenho de 1950 (baseado no conto de Charles Perrault). A gata borralheira, antes com a roupa destruída pela madrasta, ganha penteado, vestido e sapatos de cristal. Em Canoas, duas "fada-madrinhas" também convertem meninas em princesas de conto-de-fadas, mesmo que por algumas horas - assim como acontece nos parques da Disney, nos salões de beleza da marca Bibbidi Bobbidi Boutique. O local onde a magia se torna realidade é a Casa das Princesas, dirigido pelas sócias Bianca Cenci e Graziela Machado. Elas tomaram frente do negócio há dois anos e meio e passaram a oferecer uma proposta diferente da anterior, que contemplava apenas espaço para eventos.
Atualmente o empreendimento dispõe de pacotes de festas de aniversário, chá real, ensaios fotográficos de mães e filhas, oficinas em férias escolares, entre outros. A equipe, formada pelas proprietárias e quatro colaboradores freelancers, se desloca ainda em comemorações particulares, como noites de pijama na casa da clientela.
Mauro Belo Schneider/JC
A produção das meninas começa na chegada, quando elas escolhem quem vão querer se tornar. "Elas vêm e separam o vestido, depois são encaminhadas para o camarim. A gente faz o penteado igual ao da princesa, coloca a coroa e, no final, o pó mágico", explica Bianca. Depois da "magia", as pequenas passam a ser tratadas como a personagem. "Para as meninas que gostam da Elsa, vamos dizer: 'rainha Elsa, aceita um suco? '', exemplifica.
A protagonista de Frozen, aliás, é a mais pedida da casa, embora haja inúmeras opções de princesas que vão da Branca de Neve à Moana. Também há a possibilidade das mães, pais, familiares e amigos meninos entrarem na brincadeira: a Casa das Princesas disponibiliza fantasias para adultos e de super-heróis.
A inspiração do negócio, segundo Bianca, vem mesmo do Bibbidi Bobbidi Boutique, espalhado pela Flórida. "Mas além da produção, a gente faz o chá real, que é algo que não tem lá", salienta. Graziela descreve como funciona esse diferencial. "Depois de produzidas, fazemos um desfile e elas vêm para a mesa real, tomam chá em xícaras decoradas com pérolas, fazem o brinde", comenta.
As sócias revelam que não tem idade mínima para participar da diversão. "Até tivemos uma menina de dois anos e meio, de fraldas, que veio", lembra Graziela, que indica para as maiores a festa spa. "Elas recebem relaxamento dos pés, máscara facial, são arrumadas e no final tem uma baladinha", comenta.
Tanto Graziela quanto Bianca tinham ocupações totalmente diferentes antes dessa experiência, mas ambas têm em comum a maternidade. A primeira é mãe de um casal e garante que a filha, de 11 anos, ainda fica encantada com a proposta da Casa das Princesas. Já a segunda é mãe de Beatrice, de 8 anos, e de Martina, de 6.
Graziela é fisioterapeuta e trabalhava com o marido, que é ortopedista, em uma clínica. "Larguei tudo e vim. Me sinto completamente realizada. A gente trabalha muito com a autoestima das meninas, porque todo mundo pode ser princesa", pontua. O sentimento de realização é compartilhado pela sócia, que é jornalista. "Sou muito feliz. Trabalhar com criança é muito bom", enaltece Bianca.
O maior movimento na Casa das Princesas é nos meses de outubro (Dia das Crianças) e maio. Sobre o movimento do "desprincesamento", que vem ganhando força e propõe que as meninas cresçam "livres" para escolhas, Bianca tem uma opinião formada. "Eu acho um preconceito com as princesas. Porque, na História, elas são muito corajosas, têm um trabalho grande social. A princesa Mary, da Escócia, por exemplo, era lutadora, guerreira", avalia. "O ser princesa não é se comportar, saber falar, caminhar, até pelo contrário. A gente sempre diz as qualidades das princesas que as crianças escolheram. Todas as princesas têm qualidades que, às vezes, não são lembradas", finaliza. A experiência na casa, localizada na General Salustiano, nº 208, custa a partir de R$ 70,00.
MAURO BELO/JC
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