Entrevista com Everson Pergher e Michele Pergher, proprietários do Little Kickers. Everson Pergher e Michele Pergher são franqueados master da Little Kickers Foto: LUIZA PRADO/JC

Casal traz franquia de aulas de futebol em inglês para Porto Alegre

Franquia inglesa propõe aulas com duração aproximada de 45 minutos, voltadas para pequenos de um ano e meio a sete

A Little Kickers, escola que oferece aulas não tradicionais ao mesclar futebol e inglês, está em Porto Alegre por conta dos esforços de Michele Pergher, 32 anos, e Everson Pergher, 33. Eles são os franqueados master no Brasil da empresa, fundada na Inglaterra, em 2012, que surgiu com o intuito de combater a obesidade infantil. As turmas são orientadas por dois profissionais: um educador físico e um professor de inglês. “Utilizamos o futebol como ferramenta de ensino para trabalhar não somente a língua inglesa, mas aspectos importantes no desenvolvimento da criança, como resiliência, resistência, espírito de equipe”, conta Michele.
Apesar de praticadas em quadras, as aulas não se atêm apenas aos esportes. Outros temas trabalhados são supermercado, estações do ano. “E se dá por temáticas. Em uma semana estamos ‘no fundo do mar’, na outra, estamos ‘na floresta’, ou ‘no espaço’. Exploramos muito a ludicidade”, pontua Everson, que garante a abrangência de temáticas. “Não nos restringimos somente ao futebol”, esclarece.
Nesse formato, onde o ensino da língua estrangeira é aplicado junto à atividade física, a ação foi pioneira no Brasil, sustentam eles. “Nos países que já falam em inglês, não tinha essa coisa de inserir o ensino de línguas. O piloto foi no Canadá, onde ensinaram francês nas aulas”, recorda Michele.
As aulas têm duração de 45 minutos e podem ser praticadas por crianças de um ano e meio a sete anos, dividida em 4 faixas etárias. “Como a gente utiliza todos os meios de aprendizado - o visual, o auditivo e o cinestésico - a criança absorve muito mais da aula”, garante Michele. “Vamos dizer ‘run’. E o que é isso? É correr. E correndo? É ‘running’. E a criança vai correr. Então ela aprende fazendo o movimento”, exemplifica.
LUIZA PRADO/JC
Empreendedores trabalharam na marca por quatro anos, na Austrália | Foto: LUIZA PRADO/JC
Everson e Michele conheceram a empreitada na Austrália, onde moraram durante seis anos. E, após trabalhar por quatro anos como funcionários da empresa, o casal adquiriu a cidadania australiana. “Daí, surgiu a oportunidade de trazer a marca para o Brasil”, lembra Everson.
No Brasil, a escola possui 28 áreas ativas - sendo duas em Porto Alegre. Funciona assim: o franqueado recebe uma área determinada, na qual pode desenvolver as atividades. “Dividimos por regiões demográficas, como não precisa ter um local só, a gente dá ao franqueado a possibilidade de explorar essa região atendendo a clubes, escolas, condomínios e afins”, explica Michele.
Em uma cidade como São Paulo, que possui 12,1 milhões de habitantes, a divisão é feita por zonas. “A gente molda em conjunto, pois já temos um estudo (de mercado), mas é o franqueado que mora lá e, às vezes, possui contatos e conhece melhor o lugar”, esclarece Michele.
Everson considera o negócio vantajoso. “O franqueado não tem custo fixo, nem de pessoal, nem de local. À medida que vai crescendo, ele ou ela vai colocando mais pessoas na empresa, atendendo em mais locais”, avalia o empreendedor.
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