Equipamento produzido em Porto Alegre propõe prática de esporte aquático em locais secos Produtos já foram exportados para fora do País Foto: FREDY VIEIRA/JC

Arquiteto cria equipamento para velejar no asfalto

Ele juntou uma vela e um skate para evitar cair na água gelada

Thomas Burger, arquiteto de 56 anos, veleja desde os 14. Com o frio do Rio Grande do Sul e o passar da idade, foi ficando cada vez mais difícil praticar o esporte aquático no inverno. Decidiu, então, adaptar a prática para o asfalto, areia ou gelo. O empreendedor juntou a vela e o skate e, daí, nasceu um produto – patenteado por ele como Wow Sails.
A ideia surgiu há quatro anos. Thomas compara seu equipamento a uma pipa unidirecional, com uma barra central que estica. A vela, de dois quilos, pode ser enrolada depois do uso. Há versões similares nos Estados Unidos, que chegam a atingir 15 quilos. “Velejar a seco faz eu manter a forma física e o gosto pela vela”, alegra-se Thomas.
Além da diversão, o arquiteto acredita que seu projeto seja capaz de gerar empregos. “Pode ser uma profissão para pessoas que queiram colocar o equipamento para alugar, criar cursos de instrução ou fazer publicidade na vela”, detalha.
O produto, diz Thomas, já foi exportado para Israel, Alemanha, Portugal, Argentina e Uruguai. E há muitos japoneses marcando amigos no Facebook, conta ele.
A Wow Sails é montada por Thomas em Porto Alegre, com peças trazidas de diversas partes do Brasil. O preço de venda é de R$ 680,00. Já foram comercializadas 50 unidades. O velejador considera, ainda, que a modalidade seja uma iniciação a quem deseja partir para a versão na água e deseja que um dia entre para as Olimpíadas.
FREDY VIEIRA/JC
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Comentários ( 1 )
  1. Ana Fontoura

    Fantástico!

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