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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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07/05/2018 - 22h51min. Alterada em 07/05 às 21h28min

O oftalmologista

Antônio Carlos Côrtes
Somente uma vida a serviço dos outros vale a pena ser vivida (Albert Einstein). Acompanhava a genitora negra de 98 anos ao oftalmologista. Oportunidade em que foi esclarecido que os afrodescendentes apresentam maior risco ao glaucoma. Mas não é disto que escreve o cronista e sim do profissional Airton, que já realizou cerca de 10 mil cirurgias. O cronista ficou impressionado, embora já o conhecesse à distância em face do respeito adquirido na comunidade. Airton é nome em Latim de gênero masculino e quer dizer "aquele que vem da cidade do rio forte". É formado pela união da palavra "aire", que provavelmente vem do bretão "isara", quer dizer "rio forte", e a palavra "ton", que significa "vila" ou "cidade". Tudo a ver.
Júlio Verne teria sido o primeiro a usar aquele nome próprio para designar o personagem escocês, na obra "A Ilha Misteriosa". A inteligência do médico na didática em informar ao paciente sobre enfermidade. Oferece gentilmente o braço a bondosa e centenária senhora. Acomoda sua bengala na poltrona e a conduz a sala de exames junto aos equipamentos de última geração. Passa confiança, energia e disposição. Atua também em outra instituição congênere em que contribui de forma positiva especialmente para os idosos. Gosta de colaborar com o bem-estar do próximo. O cronista lembra o pensamento: Como a medicina é a arte da saúde, a direção do navio é a arte da navegação, assim a prudência é a arte do viver. (Cícero). É o porto seguro na preservação da visão daqueles 10 mil antes referidos. Uma coisa é enxergar, outra é ver. O leigo cronista imagina que vê, enquanto o oftalmologista enxerga também a alma do paciente. Imagina o cronista os pacientes que lá na clínica chegam com visão prejudicada e, graças à dedicação daqueles profissionais, voltam a ver luz brilhante. A ausência da luz deve ser dolorosa. Allures já escreveram que a luz resplandece nas trevas e estas não prevalecerão contra ela. "Temos na filosofia uma medicina muito agradável, pois, nas outras, sentimos o bem-estar apenas depois da cura; esta faz bem e cura ao mesmo tempo" (Michel de Montaigne).
Escritor
 
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