Caito Maia participou da FBV, na Fiergs, na semana passada Caito Maia participou da FBV, na Fiergs, na semana passada Foto: /DANI VILLAR/DIVULGAÇÃO/JC

"Nosso vendedor não vende produtos, vende histórias", diz Caito Maia, da Chilli Beans, em Porto Alegre

Empreendedor participou da Feira Brasileira do Varejo (FBV), na Fiergs

O fundador e presidente da Chilli Beans, Caito Maia, falou a um auditório lotado na manhã desta terça-feira (29), durante a 6ª edição da FBV, realizada pelo Sindilojas Porto Alegre. "Esta casa cheia é uma prova de que o Brasil não para nem sem gasolina. E eu sou a prova viva de que é possível fazer as coisas acontecerem neste País", pontuou. O empresário lembrou o início de sua trajetória, no final dos anos 1990, quando começou a vender aos amigos os óculos que trazia da Califórnia, Estados Unidos, onde estudava música. Hoje, a Chilli Beans está presente em 810 pontos de venda no Brasil e no exterior e pretende chegar a 1,2 mil nos próximos cinco anos.
Primeira empresa brasileira de moda a virar case em Harvard, a Chilli Beans começou vendendo produtos em um pequeno quiosque. "O quiosque é o grande gatilho da minha história. Das mais de 600 lojas no Brasil, metade são quiosques. Hoje, não existe shopping no País onde a gente não esteja", falou Caito, que ainda destacou, com orgulho, que a Chilli Beans é a única marca que supera a Ray-Ban em algum mercado mundial – o brasileiro. Para seguir crescendo, a estratégia foi começar a abrir lojas de rua, a Chilli Beans Ótica, uma decisão para manter a expansão da marca, que não para de se reinventar.
Na flasghip da Oscar Freire, loja conceito da marca em São Paulo, os clientes podem customizar peças e sair da loja com um óculos exclusivo em 15 minutos. "Dá para escolher modelo, cor, haste e em poucos minutos materializar um modelo único, que sai da máquina como pão francês", mostrou Caito.
Apesar da velocidade com que a marca lança coleções, uma a cada semana, os produtos não empoeiram no estoque. "Nossos produtos giram e temos sempre uma pergunta na cabeça: o que estou fazendo pela minha marca para ela estar viva daqui a cinco anos?"
Uma das coisas foi começar a criar histórias por trás dos produtos. Caito lembrou de um dia em que recebeu Rita Lee em seu escritório e, durante o bate-papo, ela lhe contou a experiência de ter visto quatro discos voadores. Rita desenhou um OVNI em um pedaço de papel e Caito perguntou se podia gravá-lo na haste de um de seus óculos, que levaria seu nome. "Nosso vendedor não vende o produto, vende a história da Rita Lee", exemplificou.
Caito também contou ao público que prioriza seus investimentos de marketing em música, moda e arte. E em influenciadores. Lembrou que há cerca de 20 anos teve um retorno excepcional ao patrocinar o Big Brother Brasil, mas que há cerca de dois anos a realidade mudou. "Eu invisto uma fortuna em ações com influenciadores, que atualmente me dão audiência sensacional", afirmou. Falou também que seus designers passam longe dos polos geradores de tendência, como Paris e Milão. Um dos segredos para a personalidade da marca é buscar referências onde ninguém busca.
Eleita melhor franqueadora do ano por votação dos próprios franqueados, a Chilli Beans busca desenvolver um relacionamento muito próximo com as equipes, tanto que muitos vendedores e gerentes de loja têm a marca tatuada no corpo. "As pessoas têm amor pela marca. E eu procuro estar próximo delas. Das 805 lojas, conheço 700. Visito as lojas, falo com os vendedores, com os consumidores. É cansativo, mas isso muda o jogo, muda tudo", ensina Caito. No ano que vem, a Chilli Beans vai para as telas de cinema, em um longa que começa a ser filmado sobre a marca.
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