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Porto Alegre, terça-feira, 17 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Notícia da edição impressa de 18/04/2018. Alterada em 17/04 às 21h48min

Prisão após segunda instância é aprovada por 57%, aponta sondagem

A maior parte dos brasileiros defende que um condenado pela Justiça comece a cumprir pena após decisão de segunda instância - e não só quando terminarem todos os recursos, o chamado trânsito em julgado. Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que 57% dos brasileiros apoiam a antecipação da prisão, enquanto 36% afirmam que o mais justo é esperar a passagem do processo por todas as instâncias judiciais.
Em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor da prisão após condenação em segunda instância. O assunto voltou à tona há duas semanas, durante o julgamento de um habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo. A corte manteve o entendimento de dois anos atrás, mas cinco ministros defenderam que prevaleça o entendimento de que ninguém pode ser condenado antes do fim dos recursos.
Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O cumprimento da pena foi autorizado na semana passada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a segunda instância da Lava Jato, embora a defesa do petista argumente que ainda tinha direito a um recurso na corte - o embargo do embargo de declaração, que será analisado nesta quarta-feira.
Além da questão do cumprimento de pena, o Datafolha pesquisou o apoio da população à Operação Lava Jato. Ao todo, 84% dos brasileiros acreditam que a investigação deve continuar, enquanto 12% defendem seu fim.
Já a confiança de que a corrupção no País vai diminuir depois da operação caiu. Em setembro do ano passado, 44% dos entrevistados acreditavam que os crimes diminuiriam. Neste mês, o índice caiu para 37%. Por outro lado, 51% afirmam que a corrupção "continuará na mesma"; em setembro, eram 44%.
 
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