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Porto Alegre, quinta-feira, 29 de março de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 29/03/2018. Alterada em 28/03 às 21h47min

Respeito aos contribuintes

Claudio Lamachia
Um ano eleitoral é também um ano de esperança. Diante da grave crise - com alto índice de desemprego - e os seus reflexos na economia, é preciso que cada um de nós esteja alerta para votar de maneira consciente e fiscalizar os eleitos. A crise ética e moral que nos trouxe até aqui precisa representar também um paradigma a ser quebrado pelos que serão eleitos e assumirão postos fundamentais para o desenvolvimento do País. Lembremo-nos da enorme responsabilidade que o poder-dever de votar confere a nós, eleitores. É fundamental recobrarmos a consciência em dois momentos: no ato do exercício do sufrágio, pois há um preço altíssimo pelas consequências de escolhas erradas; e também após os resultados eleitorais, quando fica evidenciado o papel fiscalizador do cidadão em relação aos eleitos que ele pôs no poder. Fiscalizar com vigilância ostensiva sobre os eleitos evitará que seja aplicada a "anestesia" que parece ser causada pelas prerrogativas do cargo. Quem anda atrás dos vidros escurecidos dos carros oficiais lembra-se que a gasolina que o estado lhe fornece gratuitamente sai do bolso do contribuinte, que paga caro por ela. Quem usufrui dos planos de saúde do Legislativo e Executivo deve ter em mente que o padrão do SUS é inadequado para bem atender aos que dele necessitam. O mesmo dizemos da segurança e da educação. A bordo dos jatinhos da FAB não devem esquecer dos demais cidadãos à mercê do atendimento deficiente e das taxas adicionais que as companhias aéreas praticam. Como disse a ex-primeira ministra do Reino Unido, Margareth Thatcher, "não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos". Cabe aos eleitos fazer bom uso dele.
Presidente nacional da OAB
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