Segundo Bridget, uma série de razões fez diminuir o interesse pela abertura de negócios Segundo Bridget, uma série de razões fez diminuir o interesse pela abertura de negócios Foto: MAURO BELO SCHNEIDER/ESPECIAL/JC

Millennials não serão tão empreendedores

A criação de startups está em queda desde 2010, conforme aponta a associação de empreendedorismo Score

Há quem pense que a nova geração chegará ao mercado de trabalho em 2018 e nos anos que seguem cheia de vontades e disposta a fazer apenas o que tem vontade, como acontecia com suas outras escolhas no período da adolescência. Surpreendentemente, no entanto, a previsão é de que os Millennials, aqueles nascidos entre 1979 e 1995, não serão tão empreendedores quanto seus antecessores.
A informação é de Bridget Weston Pollack, vice-presidente e responsável pela Comunicação da Score, associação sem fins lucrativos dos Estados Unidos dedicada a desenvolver pequenos negócios.
Ela falou com jornalistas, em Washington, sobre perspectivas para quem empreende, uma semana após a realização do maior evento de empreendedorismo do mundo, a Global Entrepreneurship Summit (GES), que reuniu mais de 1,5 mil pessoas em Hyderabad, na Índia.
"Há uma série de razões, mas os Millennials não estão iniciando negócios, embora sejam otimistas. Uma delas é que eles já se endividam com bolsas de estudos e não podem arcar outras contas", justifica Bridget, referindo-se à busca de capital para poder abrir uma loja, lançar um aplicativo ou estruturar algum outro tipo de empresa.
E ela considera que o empreendedorismo por oportunidade (quando se tem uma boa ideia) ainda deve prevalecer e se sobressair sobre o desencadeado pela necessidade - ou seja, quando alguém precisa iniciar algo próprio para driblar o desemprego, por exemplo.
Outro dado identificado pela Score é que a criação de startups está em baixa desde meados dos anos 2010 e 2011.
"As pessoas não estão começando mais negócios, mesmo que muitos tenham perdido seus empregos na recessão. Então, de forma geral, quem abre algo é pela oportunidade, e não por algo que ocorreu inesperadamente em suas vidas", considera Bridget.
A dúvida é se a sociedade verá novamente uma "geração chão de fábrica", com a cultura do emprego formal, ou se os próximos meses reservam surpresas. Criativos os millennials, com certeza, são.
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