Nora Goulart, Giba Assis Brasil, Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo Nora Goulart, Giba Assis Brasil, Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo são os atuais sócios da produtora Foto: RODRIGO GOROSITO/DIVULGAÇÃO/JC

Produtora ícone do cinema gaúcho completa 30 anos

Casa de Cinema de Porto Alegre promove programação com duração de um mês, via streaming

Em dezembro de 1987 treze jovens cineastas do sul do Brasil tinham como objetivo viver do cinema. Desse desejo surgiu uma iniciativa empreendedora: a Casa de Cinema de Porto Alegre, que completa 30 anos de atividades. “Surgiu como um condomínio de produtoras, uma cooperativa de realizadores, um espaço de convivência para o que viesse pela frente”, conta Giba Assis Brasil, 60 anos.
Ao longo destas três décadas muita coisa aconteceu, de sucessos mundiais a intempéries. Foram produzidos 21 longas, 14 médias, 31 curtas-metragens e 18 séries. Giba conta que entre 1990 e 1991, com o período Collor e o fim de toda estrutura para produção cultural no país, o espaço se tornou inviável. Alguns dos fundadores foram embora em busca de outras oportunidades. A apresentação do premiado curta Ilha das flores no Festival de Berlim, em 1990, abriu uma série de contatos no exterior. Isso serviu de estímulo para que o grupo remanescente (de apenas 6 pessoas, das 13 originais) quisesse manter o nome e a estrutura da Casa de Cinema para formar, enfim, uma produtora. Com residência fixa desde 1991, na rua Miguel Tostes, nº 860, no bairro Rio Branco.
De 1991 até 2012, ela se manteve com os mesmos seis sócios: Ana Luiza Azevedo, Carlos Gerbase, Giba Assis Brasil, Jorge Furtado, Luciana Tomasi e Nora Goulart - nomes reconhecidos no cenário cinematográfico nacional. (Em 2012, Gerbase e Luciana se desvincularam para abrir a Prana Filmes.) 
Para comemorar, a produtora promove a partir de 20 de novembro até o dia 21 de dezembro, uma mostra com 30 títulos produzidos neste período, um de cada ano. As exibições acontecem diariamente - via streaming, de forma gratuita, através do site vimeo.com/casacinepoa.
“Em 30 anos, nós passamos por todo tipo de política cultural, no País, no estado e no município. Nunca paramos de produzir, e nunca abrimos mão de buscar uma expressão audiovisual centrada no autor, mas estruturada no trabalho de equipe e voltada para o público. Tudo que já fizemos, de bom ou de ruim, vem dessa aparente contradição”, comenta Giba.
Frame de "Ilha das flores", filme que fez a produtora despontar mundo afora. Foto: Casa de Cinema/Divulgação/JC.
CASA DE CINEMA PORTO ALEGRE/DIVULGAÇÃO/JC
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