Camilla é consultora empresarial no ramo agrícola Camilla é consultora empresarial no ramo agrícola Foto: /FREDY VIEIRA/JC

'Tudo o que a empresa precisa está dentro dela'

Camilla Terra, 38 anos, há 14 lidera a consultoria organizacional que leva o seu nome

A empreendedora e psicóloga Camilla Terra, 38 anos, há 14 lidera a consultoria organizacional que leva o seu nome. Com expertise da Psicologia Clínica e dos Recursos Humanos, a empresa age no diagnóstico e na resolução de problemas de forma personalizada, para todo tipo de negócio. Com unidades em capitais como Salvador, São Paulo e Porto Alegre, em outubro, a empresa apostou em uma operação no interior do Rio Grande do Sul, em Dom Pedrito. A estratégia é prestar serviço organizacional para o agronegócio, ramo pouco explorado neste sentido. Camilla conta sobre as motivações para investir no setor e os principais problemas das empresas. Ela recomenda, ainda, que as companhias passem a prestar mais atenção nos colaboradores. "Tudo o que a empresa precisa, normalmente, está dentro dela", afirma. Confira:
GeraçãoE - Qual é o principal problema nas corporações?
Camilla Terra - Problemas de comunicação são latentes. E falta de comunicação gera desmotivação, porque as pessoas não conseguem entender os processos, então acaba gerando retrabalho. E o tempo gasto nisso pode fazer com que a organização até perca clientes. Será que os canais estão sendo claros? Será que a pessoa sabe o que a empresa espera dela? Às vezes, as pessoas não conseguem enxergar o resultado de seu trabalho simplesmente pela falta de comunicação.
GE - O que você nota nas empresas em que circula?
Camilla - Os problemas são quase sempre os mesmos. O que difere no nosso serviço é a maneira de aplicar as ferramentas que a gente tem, adequar a linguagem e personalizar o processo.
GE - E por que investir no agronegócio?
Camilla - Primeiro, a gente tem que estar atento ao cenário, é um setor dos mais prósperos, e que tem muitos problemas de máquinas subutilizadas e falta de preparo da mão de obra, por exemplo, então necessita de processos mais precisos. Teremos projetos mais direcionados, programas de treinamentos e metas para ajudar o fazendeiro a pensar sua fazenda como uma empresa.
GE - Você é psicóloga por formação. Como foi o seu início no empreendedorismo?
Camilla - Foi muito difícil no começo. Eu não sabia fazer nem contrato (risos). Aprendi na prática, tinha vergonha de cobrar. Educação financeira é algo que perpassa todos os processos, e a faculdade não ensina. Hoje, 99% da minha empresa é formada por psicólogas. A gente usa o entendimento da Psicologia focado para empresas.
GE - E qual recomendação você dá para pessoas que possuem negócios?
Camilla - É importante prestar atenção no colaborador e poder investigar com eles os problemas da empresa. No trabalho, as pessoas demonstram o comportamento. Por isso, ter distanciamento deles é algo muito complicado. Os colaboradores têm muita informação. Quem serve o cafezinho anda por toda a empresa e, certamente, tem informações importantes e valiosas. Quem está no dia a dia pode trazer coisas que melhoram a qualidade dos processos. Tudo o que a empresa precisa, normalmente, está dentro dela. A consultoria faz essa leitura e essa escuta.
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