O empresário Ibrahim Mohammed Ibrahim Salama é dono da Miski O empresário Ibrahim Mohammed Ibrahim Salama é dono da Miski Foto: denis machado/divulgação/jc

O empreendedor que apostou nas taças de sorvete decoradas

Empresa leopoldense aproveitou o apelo visual das redes sociais e, em menos de dois anos, abriu filial e franquias

Se você passou por fotos de apetitosas taças de sorvete decoradas (confira abaixo), há grandes chances de serem das delícias servidas pela Miski. Essas taças começaram a bombar nas redes sociais no final de 2015 - quando a empresa inaugurou -, e foi a partir dali que a sorveteria e cafeteria de São Leopoldo se tornou popular. Em pouco tempo, abriu uma filial em Porto Alegre e criou um plano de franquias, com lojas em mais três municípios gaúchos e com outras duas em planejamento.
A mente por trás desta realização é do palestino Ibrahim Mohammed Ibrahim Salama. Com 25 anos de idade, já foi premiado duas vezes como Melhor Empresário de Gastronomia de São Leopoldo pelo portal Vip do Sul. Ibrahim veio para o Brasil há 12 anos para trabalhar com o pai, que vivia aqui como proprietário de um bazar na capital gaúcha. "O árabe tem mesmo essa veia da venda", brinca. Foi a experiência no comércio familiar e o desejo de caminhar com as próprias pernas que motivaram a criação da Miski.
Morador de São Leopoldo e amante de doces e sobremesas, Ibrahim identificou uma carência no município que o acolheu. "Às vezes, eu queria comer alguma coisa diferente e tinha que ir para Porto Alegre, porque aqui não tinha opções", conta. Foi assim que, com a ajuda de uma sócia que abraçou a ideia, ele começou a pensar no negócio. "Queríamos algo que trouxesse o cliente para dentro da sorveteria, criando uma experiência interna." Neste sentido, toda a arquitetura do local foi meticulosamente elaborada junto da criação das taças, que dão um show à parte. São todas cuidadosamente trabalhadas em uma composição de sabores, cores e itens que são atrativos ao público, como Kinder Ovo, Nutella, Kit Kat e Stikadinho.
MISKI/DIVULGAÇÃO/JC
"As pessoas acham que a gente gastou uma fortuna em marketing no primeiro ano", comenta Ibrahim, quando, na verdade, a repercussão foi orgânica. A empresa abriu no dia 14 de novembro de 2015, para aproveitar o atrativo do verão. Na primeira semana, uma foto da taça "Submarino de Kinder" - que, até hoje, é o carro-chefe da empresa - angariou 23 mil curtidas na página da sorveteria no Facebook, sem nenhum impulsionamento. Em cerca de 40 dias, a fanpage já estava com 40 mil seguidores.
Preocupado com o agravante do clima da região, o empresário organizou o cardápio com cafés e salgados, embora ele afirme que, em todo o ano, o forte das vendas é mesmo o sorvete. São oferecidos 80 itens na Miski. O cardápio sofre alterações semestrais com a inclusão de novidades e adaptações às estações.
As receitas para as taças são pensadas por ele e sua sócia. "Nós não tínhamos nenhuma formação em gastronomia, então fomos aprendendo durante a caminhada", relata. Ibrahim adianta que, em breve, será lançada nas redes uma campanha em que os clientes poderão fazer sugestões de composição e a receita escolhida levará o nome da pessoa no menu.
A unidade de São Leopoldo atende cerca de 7 mil pessoas por mês no verão. O "boom" inicial das redes sociais gerou um movimento muito maior do que o esperado para a única unidade, ocasionando longas filas de espera e reclamações. Aliada à constatação de que grande parte do público do primeiro ano era porto-alegrense, a iniciativa de uma filial em Porto Alegre foi posta em prática em 2016, em um espaço maior no bairro Moinhos de Vento. No mesmo ano, o projeto de franquias começou a ser estruturado. Hoje, a Miski tem franqueadas em Canoas e Gramado, e uma loja em Gravataí por abrir ainda em outubro. Em planejamento, estão uma unidade em Caxias do Sul e outra em Santa Catarina - Ibrahim ainda não divulga o local exato desta.
Ele adianta, também, que um investidor já sinalizou interesse pela abertura de uma franquia fora do País, mas diz que prefere dar um passo de cada vez. "Isso ainda se precisa estudar. Queremos fortalecer no Brasil para depois ir para fora", comenta.
O franqueado investe R$ 350 mil para montar o negócio e se compromete a gerenciar a loja. "É uma forma de manter a qualidade e o bom nome da marca", explica o empresário.
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