O farmacêutivo Daniel é diretor da vinícola de Pinto Bandeira O farmacêutivo Daniel é diretor da vinícola de Pinto Bandeira Foto: Roberta Fofonka/Especial/JC

Um roteiro para uma escapada romântica

Passeios por vinhedos, degustações e jantares intimistas são atrativos da vinícola Don Giovanni

Quem vai a cidade de Pinto Bandeira, perto de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, para conhecer a Vinícola Don Giovanni pode aproveitar mais do que os vinhos e espumantes da marca. A pousada, inaugurada em 1995, parte da propriedade administrada por Daniel Panizzi, genro dos fundadores Beatriz Dreher e Aírton Giovannini, é ideal para casais.
O casarão, construído em 1930, tem sete apartamentos. Há um alojamento mais privativo também, no meio do campo. Da banheira, é possível ver os animais, vinhedos e outros cultivos. Os valores da estadia variam de R$ 400,00 a R$ 700,00 por casal.
Mesmo para quem busca descanso, não há tempo para monotonia. "Nós temos um cardápio de atrativos que o visitante pode escolher na hora da reserva", aponta Daniel. A experiência de mais de 40 anos na elaboração de vinhos, por exemplo, pode ser observada de perto.
Num galpão, é realizado o engarrafamento das bebidas. A produção anual fica na média de 100 mil litros, 80 mil de espumantes e 20 mil de vinhos.
Cada uma das garrafas preenchidas pelo líquido passará um bom tempo (entre três meses e oito anos) dentro de uma das três claves, que somadas comportam até 400 mil unidades.
Em um espaço montado para degustação de vinhos tranquilos e espumantes, o turista tem seus minutos como sommelier. Na sequência, o roteiro prevê uma caminhada entre os parreirais rumo ao mirante. O destino final inclui um brinde ao pôr do sol. (Sim, a bebida é onipresente durante a experiência.)
No caminho, são contadas histórias da terra, é possível ver a cabana privativa e tirar fotos de uma árvore de três séculos de vida (que inclusive tem seus pedaços transformados em obra de arte nas dependências da propriedade).
fotos Roberta Fofonka/Especial/JC
O início da noite é composto por um jantar harmonizado com mais espumantes e vinhos. O primeiro prato é uma salada verde com manga. O segundo, um risoto de alcachofra, especialidade da casa. Em seguida, um frango assado por cerca de quatro horas no forno com cerveja, uva passa e cebola. E, para finalizar, uma sobremesa na qual tudo é retirado da própria Don Giovanni: cassata com figo ramy (cozido no Brandy por mais de 12 horas) e calda de levedura do espumante. Esse cardápio pode mudar, claro.
O jantar acontece onde funcionava a vinícola em seus primórdios. Os responsáveis por tornarem a refeição especial são Valdecir (o Xirú) e sua esposa, Ivanete Catarina.
Há quatro anos foi implantado o método de plantio biodinâmico no terreno. "Tudo que a gente produz de dejetos aqui volta para o solo", explica o gestor. 
Além da vista e das sensações provocadas por uma combinação de fatores, a história de Daniel no empreendedorismo é inspiradora. Ele trabalhou por anos como farmacêutico em Porto Alegre, no Hospital Moinhos de Vento. Embora não lidasse diretamente com os pacientes, confessa que seu humor era afetado devido ao cenário que frequentava diariamente. Quando encontrava os amigos lá, sabia que algo não estava bem, lembra. Agora, sua rotina como administrador do negócio da família só traz alegrias - mérito da natureza e dos hábitos do Interior.

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