Carolina e Mariana distribuem os sistemas de gestão de pessoas no Rio Grande do Sul e outros estados Carolina e Mariana distribuem os sistemas de gestão de pessoas no Rio Grande do Sul e outros estados Foto: MARCELO G. RIBEIRO/MARCELO G. RIBEIRO/JC

Empresa oferece ferramentas para RHs

Proposta da Grou é fazer com que companhias acertem na contratação e posição de seus funcionários

Ter um profissional comunicativo e sociável em uma função que o deixa trancafiado no escritório o dia inteiro pode ser um desperdício. Para evitar esse tipo de situação, que gera insatisfação pessoal e perda de produtividade, a Grou oferece ferramentas aos departamentos de Recursos Humanos das companhias. "Elas permitem que os colaboradores assumam o comando de suas carreiras, que sejam felizes e que os negócios tenham resultados", detalha Mariana Lucas Uebel, 40 anos, psicóloga e uma das donas do negócio.
Os dispositivos da Grou podem ser usados no recrutamento de novos funcionários, em realocação de cargos e até para programas de sucessão. "Afinal, quanto custa uma contratação errada?", provoca Carolina Lucas Fuhrmeister, 38, a outra sócia. Faz parte da sociedade, ainda, Fernanda Fuhrmeister.
Para ter acesso aos produtos da Grou, os clientes compram os programas e créditos por demandas. O custo por profissional, em uma das modalidades que analisa o estágio de carreira, por exemplo, é de R$ 100,00. O raio-x que o sistema fornece minimiza, segundo Mariana, as estatísticas negativas do mercado. "Cerca de 86% dos profissionais deixam as empresas por falta de perspectivas. Quando chegam para conversar com o líder é para dizer que estão indo embora", destaca ela.
A Grou, que foi criada em São Sebastião do Caí, em 2003, atua em Porto Alegre desde 2008. São mais de 470 clientes na carteira, alguns do Paraná e Santa Catarina. Entre as tecnologias internacionais distribuídas pela marca, estão o PDA (Personal Development Analysis), importado da Argentina; o A&DC (Assessment & Development Consultants), da Inglaterra; e o Fuel50, da Nova Zelândia. Os processos incluem questionários virtuais bastante simples. "Traz 84% de precisão de que a pessoa é daquela forma. Tem uma base de estudos profunda por trás", coloca Carolina. A Grou atende a todo tipo de empresa, da pequena à grande. E, a partir da experiência, as psicólogas percebem que a Geração Y (nascida já com internet) é a mais preocupada com a qualidade de vida das pessoas. "As empresas mais jovens, de tecnologia, estão fazendo essa busca mais cedo", diz Mariana. "Eles veem muita importância em trabalhar com propósito", emenda Carolina.
Outra abordagem da Grou foca no relacionamento das lideranças com os empregados. A ideia é que gestores possam conversar mais abertamente sobre planos de carreira, algo que gera ansiedade em ambos os lados. "O líder acha que tem que ter respostas, precisa ter cargo para dar. Às vezes, se quer apenas uma mentoria", sintetiza Carolina. Este DNA elas trazem no nome da empresa: Grou é um pássaro japonês que cria parcerias longas.
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