Marcelo (abaixo) adaptou sozinho a kombi para virar loja Marcelo (abaixo) adaptou sozinho a kombi para virar loja Foto: ARQUIVO PESSOAL/fotos ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO/JC

O veraneio dos negócios móveis chegou pra valer

Van de óculos e loja de skate ambulantes embarcam na moda que começou com os food trucks

Dagoberto Santos, 37 anos, formado em Administração de Empresas, levará sua van de óculos (de sol e de grau) à praia de Atlântida neste verão. O veículo da Mais Ótica estacionará no Atlântida Food Park, na Avenida Central, com funcionamento de sexta-feira a domingo.
É o segundo ano em que Dagoberto aposta no potencial consumidor do veranista gaúcho. Em sua estreia, o resultado da operação sobre rodas superou os números da loja física de Porto Alegre, na avenida Getúlio Vargas, no bairro Menino Deus. "Fui em janeiro e fiquei até o Carnaval. Faturei cerca de R$ 50 mil, e só trabalhava de quinta a domingo. Agora, espero faturar mais. Vamos ficar mais tempo", diz, esperançoso.
As atividades começam no dia 26 de dezembro e se estendem até o início de março. A van foi uma forma de incrementar os lucros de seu negócio, afirma Dagoberto. E, claro, deixar a vida do cliente mais fácil e prática, chegando onde ele está. "Fiz acreditando nisso", expõe o empresário, que customizou o veículo, com balcão, expositor e iluminação especial.
Van da Mais Ótica, que vai circular no Litoral, foto Mais Ótica, divulgação
Outro empreendedor que aposta no potencial de poder ir até o cliente é Marcelo Meinhardt, 46, dono de duas lojas físicas de surfe e skate, em Capão da Canoa e Cachoeirinha. Há quatro meses, ele comprou uma kombi por R$ 3,5 mil em uma espécie de ferro velho e fez (sozinho!) a adaptação. Com um investimento total de R$ 7,5 mil, para o verão de 2017, contará com sua Oficina Sk8 Surfwave circulando pelas pistas de skate do Litoral. "A gurizada tem dificuldade de vir na loja. Assim, indo até a pista, se tiverem necessidade de comprar shape ou rolamento na hora, podem", diz.
As expectativas para a estação são grandes. A única questão que atrapalha, conforme Marcelo, é a burocracia. Em Xangri-lá, por exemplo, onde ele diz não haver lojas de skate, não lhe foi liberado o alvará para ambulante ainda.
Nesses quatro meses iniciais da kombi, o faturamento dela já representa de 30% a 40% do resultados da empresa somados. "Isso é uma tendência que já vem dos food trucks. A comodidade de estar em vários lugares, sem vínculo, é um diferencial", interpreta. 
Marcelo Meinhardt, dono de loja de skate de Capão da Canoa, foto Arquivo Pessoal
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