Um dos pontos turísticos 
da cidade norte-americana Cidade de Detroit Foto: Natália Pegoraro/Especial/JC

Detroit: um bom lugar para startups

A chegada em Detroit superou todas as expectativas e todo mundo se apaixonou pela cidade em poucos segundos. Soube que viria pra cá poucas semanas antes de embarcar e sabia que não teria escolha melhor - a força da cidade em se recuperar de uma grave crise e o engajamento da população com essa transformação é percebida em qualquer rua que se passe. A cidade chegou a ser uma das mais ricas do país e símbolo do poder industrial, puxada por grandes montadoras automobilísticas, e decretou falência em 2013, após anos de crise e má gestão pública, onde viu sua população cair em mais de 60%. Caminhando pelo centro da cidade ainda percebe-se muitos prédios vazios e, nos bairros, casas abandonadas.
Mas é justamente através desse cenário que a cidade está renascendo. Com espaço de sobra, preços mais baixos e um impulso da prefeitura para desburocratizar a abertura de novos empreendimentos, Detroit tem atraído diversas startups que veem aqui condições viáveis de crescer e se desenvolver.
Com empresas como Rock Fiber, Ambassador, Castle e Banza, a cidade volta gradativamente ao mapa competitivo do país. Um pouco mais sobre isso pode ser visto no filme Generation Startup, que acompanhou durante 17 meses a trajetória de alguns jovens aqui na cidade.
Todos os participantes do Young Leaders of the Americas Initiative (Ylai) estão trabalhando em locais que tenham conexão com seus projetos - esta troca de experiências aliada a mentorias visam nos ajudar a desenvolver nossos negócios nos países de origem. Somos um grupo bastante variado e as empresas acompanham o perfil: de uma das maiores aceleradoras da cidade, a TechTown, a uma marca de marshmallows.
Eu tive uma desconexão muito grande com o lugar que me colocaram, por isso esta primeira semana foi mais atípica: passei dois dias acompanhando um dos mentores do grupo Faris Alami, da My ISM Inc, que presta consultoria global para empreendedores. Faris conhece, literalmente, todo mundo e em tão pouco tempo treinei meu pitch de 30 segundos com pessoas que, com sorte, levaria uns 15 anos de carreira para quem sabe, conhecer. É incrível como o programa nos dá acesso e todas as ferramentas necessárias - cabe a nós correr atrás e saber como aproveitar isso da melhor forma possível.
A busca de uma nova empresa me fez sair pela cidade com meu CV embaixo do braço literalmente pedindo emprego. Não é que funcionou? Espero trazer boas notícias na próxima semana.
>> Entenda como Natália foi uma das escolhidas do Ylai.
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