Joel Melo começou no artesanato aos 10 anos. Quando adulto, percebeu a oportunidade de se tornar fornecedor de materiais, por isso abriu loja na Voluntários da Pátria Joel Melo começou no artesanato aos 10 anos. Quando adulto, percebeu a oportunidade de se tornar fornecedor de materiais, por isso abriu loja na Voluntários da Pátria Foto: MARCELO G. RIBEIRO/JC

De hippie a empresário: o sustento que cabe no meu estilo de vida

Como a cultura hippie inspira empreendedores a viver de forma alternativa e faturar no ramo do artesanato

Quem vê o artesão trabalhando com a sua canga no chão, expondo seus produtos na rua, muitas vezes, não faz ideia de que trata-se de uma fonte de renda que dá suporte a um estilo de vida. A cultura hippie inspira homens e mulheres que buscam maior flexibilidade e liberdade há décadas — proporcionando, inclusive, ganhos consideráveis.
Joel Melo, 55 anos, começou a sua história fazendo trabalhos manuais. Há 20, montou uma loja no Centro de Porto Alegre que fornece materiais para outros artesãos. Suas primeiras experiências foram precoces. Aos 10 anos de idade, fazia produtos exclusivos em pedrarias — gosto que levou para a vida adulta.
Ele se orgulha em contar que, por conta da escolha hippie, viajou para vários locais do Brasil e conseguiu comprar sua casa própria, em Tramandaí, apenas com a venda dos objetos. Aos 25, atentou para uma oportunidade que seria ainda mais rentável: passar de artesão a fornecedor. “Em Porto Alegre, não tinha onde comprar os materiais, eu precisava viajar a São Paulo. Então, vi que, se eu trouxesse para vender, lucraria mais, porque todos precisavam”, lembra.
E sua aposta foi certeira. Pouco tempo comercializando em um pequeno carrinho na Praça da Alfândega lhe levou à atual operação, que é ponto de referência dos profissionais do segmento. O Atacado Só Arte fica na loja 12 da Galeria do Comércio, na avenida Voluntários da Pátria, nº 608.
 Entrevista com Joel Melo, proprietário do Atacado Só Arte, que vende bijouterias e materiais para artesanato    na foto: detalhes da loja
Melo diz que clientes de outros estados e até países costumam procurar o empreendimento. Seus principais consumidores são os hippies, indígenas e lojistas das cidades do interior. Alguns preferem comprar à distância. “Os que já conhecem a loja me pedem pelo WhatsApp o produto que querem. Eu mando a foto, eles confirmam, e eu envio por correio”, explica. Estas vendas representam cerca de 25% do faturamento total.
Apesar de não revelar sua renda, Melo conta que o verão é a época forte do seu negócio. Ele chega a encomendar 200 mil pulseiras de um único tipo para preparar seu estoque na estação. O empreendedor integra o mercado há 45 anos e avalia que a burocracia para expor e vender o trabalho é um fator que dificulta e desestimula o ramo.
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