Ricardo Cattani, sócio da Purificatta: ideia surgiu nos Estados Unidos Ricardo Cattani, sócio da Purificatta: ideia surgiu nos Estados Unidos Foto: JONATHAN HECKLER/JC

Empreendedor fatura R$ 165 mil ao mês com máquina de água filtrada

Diante da crise, a Purificatta se tornou alternativa à água mineral e cresceu 40% em 2015

O segmento das máquinas de vendas automáticas, que começou no Brasil na década de 1990, está em plena transformação. Alimentos e bebidas, que eram produtos tradicionais oferecidos por esses equipamentos, agora dividem espaço com artigos de beleza, produtos orgânicos e até dinheiro (caso da startup Catamoeda, que troca moedas por cédulas). Foi nessa toada da inovação que o gaúcho Ricardo Cattani, de 34 anos, decidiu apostar. Ele é fundador da Purificatta, empresa sediada em Marau, na região do Planalto, que fabrica e aluga purificadores coletivos de água.
A inspiração é internacional. Enquanto Cattani estudava Negócios nos Estados Unidos (equivalente à faculdade de Administração, aqui no Brasil), em 2006, ele precisou parar o consumo de água mineral devido a um problema de saúde. A intenção era evitar alguns minerais encontrados no produto. A solução era purificar a água da torneira, mas, como não tinha filtro em casa, acabou recorrendo justamente a um purificador coletivo. “Me apaixonei pela máquina e pela ideia. Daí me perguntei: por que não tinha isso no Brasil?”
Com a oportunidade de negócio na cabeça, Cattani voltou ao País e fundou a empresa em 2011 junto a outros quatro sócios. Assim, a Purificatta é pioneira no setor das chamadas estações de purificação de água coletivas – muito comuns não só nos EUA como na Europa. Para garantir a qualidade do produto, a máquina possui seis filtros de purificação.
Diversos fatores contribuem para a empreitada, segundo Cattani. Uma delas é a economia de até 60% em comparação com a água mineral. “Com a Purificatta a pessoa paga cerca de R$ 6,00 por 20 litros de água. No mercado mineral, 20 litros custam R$ 12,00 – às vezes até mais”, sustenta.
Em alguns condomínios, o morador paga uma taxa mensal, “geralmente inferior a R$ 10,00” e tem direito a quantidade que quiser, diminuindo o entra e sai de entregadores. A instalação e manutenção ficam por conta da própria companhia. Além disso, o cliente pode reutilizar os recipientes, reduzindo o descarte de lixo plástico no meio ambiente.
Se a crise atrapalha? Não mesmo, pelo contrário. “Nosso mercado está aquecido porque a água filtrada é o substituto da água mineral nesses momentos de recessão”, diz Cattani. Em 2015, a empresa aumentou o quadro de funcionários, a frota de veículos, o parque fabril e ainda cresceu 40%.
Com atuação nos três estados do Sul e no Espírito Santo, inclusive por meio de 14 franqueados, a empresa tem em média R$ 165 mil de faturamento por mês. “Para 2016 planejamos crescer de 50% a 60% e expandir para o Rio de Janeiro e São Paulo”, projeta Cattani.
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