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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 15/05/2018. Alterada em 14/05 às 20h34min

Internacionalização de empresas

Zelmute Marten
Estamos diante de um inexorável e crescente processo de internacionalização de empresas. Em paralelo, o contexto atual é complexo e impõe desafios cotidianos de produção de compliance. O estabelecimento de sólidos laços são componentes estratégicos para consolidação de stakeholders (clientes, investidores e comunidades). O fortalecimento de marcas, trajetória, reputação, produtos, serviços, torna-se, neste momento, desafio constante para o ambiente de negócios e também para a consolidação de legitimação social. As transformações produzidas pela internet, redes sociais e a revolução tecnológica indicam a permanente necessidade de semear interfaces e encaminhamentos concretos com públicos de interesse, diálogo contínuo com a sociedade e sistemáticos processos de transparência.
No Brasil, especialmente na última década, instituições, empresas, governos, entidades da sociedade civil estão em busca de modelos jurídicos adequados para alavancar contratos estáveis e seguros. O desenho das sociedades de propósitos específicos tem sido aplicado, por exemplo, para estruturação de empreendimentos de geração de energia, como no caso dos parques eólicos. Neste momento, as parcerias público-privadas estão em andamentos produzindo cases em iniciativas como concessões e em investimentos de longo prazo. Neste sentido, aproveito o intento para expressar uma opinião favorável à adoção de sistemática semelhante ao exemplo da Alemanha, estimulando a constituição de modelos mistos, integrando internacionalização de empresas, interação com o meio acadêmico, fortalecimento da sociedade civil, estruturando, desta forma, novos padrões de governança corporativa. O foco central é a superação da limitação do investimento, atraindo capital produtivo em substituição ao capital especulativo, dinamizando relações econômicas, aprimorando o sistema de bem-estar social e respeitando o interesse público do conjunto da sociedade.
A integração entre comunicação, relações internacionais, direito tributário e os aspectos ambientais constitui, portanto, uma aliança estratégica neste ambiente. A agenda ambiental recebe relevância estrutural neste momento histórico. As mudanças climáticas, as metas multilaterais visando a diminuição da emissão de dióxido de carbono, substituição de matrizes no campo energético em todo o mundo, apontam para o aperfeiçoamento da gestão e do licenciamento ambiental, sinalizando a premência de projetos viáveis do ponto de vista do equilíbrio entre o ambiente e a produção. As soluções relacionadas avançam na concepção harmônica entre natureza, inclusão social e produtiva, investimentos, no foco do desafio global.
Concluo provocando a reflexão de que estamos atravessando uma fase histórica de fundamental necessidade de formulação de novos paradigmas e, consequentemente, de oportunidades. As previsões de tímido crescimento nas economias nacionais, considerando a diminuição das taxas de crescimento inclusive da China, acarretam urgência na organização de novos arranjos institucionais, formação de outros modelos de desenvolvimento. A estruturação debusiness partner's é uma imposição de uma economia em transformação.
Jornalista
 
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