Porto Alegre, sexta-feira, 18 de outubro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
26°C
23°C
16°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1180 4,1200 1,24%
Turismo/SP 4,0600 4,3200 1,09%
Paralelo/SP 4,0700 4,3100 1,14%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
172844
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
172844
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
172844
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

MULHERES Notícia da edição impressa de 06/07/2012

Centro multidisciplinar dará apoio a mulheres da Capital

FREDY VIEIRA/JC
Ângela explica que filhos também receberão atendimento
Ângela explica que filhos também receberão atendimento

Com o objetivo de articular os diversos órgãos que já atuam no combate e na prevenção da violência contra a mulher, foi inaugurado nesta quinta-feira, em Porto Alegre, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram), vinculado à coordenação municipal da área. O órgão, localizado na rua Siqueira Campos, 1.184, 16º andar, tem como finalidade acolher e encaminhar as vítimas, proporcionando apoio multidisciplinar, com intervenção psicológica, atendimento social, jurídico e pedagógico.

O Cram também atenderá aos filhos enquanto elas recebem o apoio, através de atividades orientadas por pedagogas. Além do suporte para superar o trauma, as mulheres serão estimuladas a fortalecer sua autoestima e a se inserir no mercado de trabalho, possibilitando sua independência financeira. Todos os casos que chegarem ao centro serão mantidos em sigilo.

“A violência doméstica tem especificidades e nuances. Para se trabalhar essas diferenças, é preciso ter um instrumento com a capacidade de interpretar quando essas situações acontecem. O centro será a porta de entrada da mulher na rede de atendimento do município”, explica a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Ângela Kravczyk. De acordo com ela, a entrada no Cram pode ser espontânea ou a partir de encaminhamento das delegacias, dos juizados e da Defensoria Pública. Enquanto a mulher está sendo atendida, as crianças ficarão com uma pedagoga que, além de proporcionar a recreação, também vai observar se o filho sofreu violência ou abuso e, se isso for constatado, irá encaminhá-lo para a rede de atendimento à infância.

Caso necessário, a mulher que buscar auxílio será direcionada para a rede de saúde, tanto para o tratamento mental quanto físico. Sobre a incidência da violência no Estado, Ângela afirma que os índices são realmente muito grandes, mas que são iguais em todo o País. “O Estado tem indicadores e pesquisas que mostram os números e, por isso, registra mais casos. A violência doméstica sempre existiu em larga escala, mas hoje temos leis e locais especializados para combatê-la”, diz.

O centro trabalhará também no incentivo às pesquisas, dentro das universidades, para mapear a situação atual. A socióloga Lícia Margarida Peres acredita que as situações de abuso contra o sexo feminino ainda são resquícios de uma cultura machista e patriarcal, muito difícil de ser mudada. Segundo ela, com a criação da Lei Maria da Penha, uma referência mundial em termos de legislação sobre o assunto, a mudança pode ser alcançada - desde que a legislação seja viabilizada através de projetos concretos, como é o caso do Cram. “A marca de uma cidade é a maneira como as pessoas que vivem nela são tratadas. Por isso, as mulheres precisam de atendimento e de condições para que possam ser donas de suas próprias vidas e consigam autonomia financeira alcançada através de uma profissão”, conclui.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR