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DESENVOLVIMENTO Notícia da edição impressa de 06/07/2012

Brasil avança entre os investidores externos, aponta relatório

O Brasil subiu três posições, do oitavo para o quinto lugar, no ranking dos principais destinos de Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) na passagem de 2010 para 2011. O levantamento é do World Investiment Report 2012 (WIR 2012), da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) e divulgado com exclusividade no Brasil pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet). Em 2009, o País ocupava o 14º lugar entre os 20 maiores destinos de investimentos estrangeiros no mundo.

De acordo com o documento, o Brasil recebeu no ano passado o equivalente a US$ 66,7 bilhões a título de investimento estrangeiro. O valor é 37,4% maior do que os US$ 48,5 bilhões que ingressaram no País em 2010. Na frente do Brasil, se mantiveram Estados Unidos, China, Bélgica e Hong Kong. Para chegar ao quinto lugar, o Brasil deixou para trás Cingapura, Reino Unido e Ilhas Virgens, que estavam à sua frente em 2010.

Com o salto no ranking das economias que mais receberam investimentos estrangeiros, o Brasil passou a responder por 4,4% de todo o fluxo mundial em 2011, ante participação de 3,7% em 2010. Em 2006, período pré-crise, o Brasil recebia apenas 1,3% de todos os investimentos estrangeiros no mundo.

Na análise por região, a América Latina foi a que teve maior crescimento no ingresso de investimentos estrangeiros, com alta de 15,8%. No ano passado, a região recebeu US$ 217 bilhões em IED. O destaque ficou por conta dos investimentos voltados a atender ao mercado consumidor dos países da região.

Ainda de acordo com o levantamento, as economias que pertencem ao Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) receberam, no total, US$ 280,9 bilhões em investimentos estrangeiros em 2011, com crescimento de 21,1% em relação a 2010. Os países do Brics responderam por 18,4% de todo o fluxo de investimentos no mundo no ano passado.

A má notícia é que, quando se consideram as expectativas de investimento entre 2012 e 2014, o Brasil caiu uma posição no ranking dos destinos preferenciais, segundo a pesquisa. Pelo levantamento, o Brasil deixou o quarto lugar para ocupar a quinta posição. O estudo foi feito com investidores em economias estrangeiras.

De acordo com a Unctad, houve um recuo no volume de investimentos feitos pelas economias emergentes no exterior. Isso ocorreu, conforme a entidade, por conta de mudanças nos fatores econômicos e financeiros no mundo, como diferencial de crescimento entre regiões, taxas de juro e câmbio. Com isso, a participação de investimentos provenientes de empresas sediadas em países em desenvolvimento no fluxo global de IED caiu de 27,6% para 22,6%, na passagem de 2010 para 2011.

Quanto a desinvestimento, o Brasil ficou em segundo lugar na lista dos países que mais repatriaram recursos investidos no exterior. As empresas brasileiras desinvestiram US$ 12,6 bilhões, ficando atrás apenas de Hong Kong.

Para Luís Afonso Lima, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), entidade responsável pela divulgação da pesquisa no Brasil, embora o País continue a aparecer em posição de destaque entre os destinos mais atrativos para o investimento, os dados acendem uma luz amarela. “No longo prazo, o Brasil começa a perder um pouco o brilho como destino dos investimentos estrangeiros”, afirma, observando que as perspectivas de crescimento menor para a economia brasileira explicam em parte essa relativa perda de interesse pelo Brasil.

Fluxo global estrangeiro sobe 16,4%, para US$ 1,5 trilhão, aponta o relatório

O fluxo global de Investimento Estrangeiro Direto (IED) chegou a US$ 1,5 trilhão em 2011, com crescimento de 16,4% em relação a 2010, contabilizou o World Investiment Report 2012 (WIR 2012). O resultado de 2011 supera em 3,5% a média de fluxos globais de IED no período pré-crise, que vai de 2005 a 2007, de US$ 1,473 trilhão. O estoque mundial de investimentos estrangeiros cresceu 2,7% em 2011, saltando de US$ 19,9 trilhões, em 2010, para US$ 20,4 trilhões.

Ainda de acordo com o levantamento, a taxa de retorno sobre os investimentos estrangeiros também aumentou no último ano, passando de 6,3%, em 2010, para 7,1%. O faturamento das filiais de empresas transnacionais no mundo cresceu 8,8%, chegando a US$ 27,9 trilhões. As exportações das filiais cresceram 17,4%, para US$ 7,4 trilhões. Já o quadro de empregados destas empresas aumentou 10,4%, passando a um contingente de 69,7 milhões de trabalhadores.

Dentre os segmentos analisados, o de serviços foi o destaque do WIR 2012. O setor apresentou tendência de alta e passou a responder por 40% do fluxo de investimento estrangeiro, com US$ 570 bilhões, uma expansão de 16,3% sobre os US$ 490 bilhões em 2010. O setor de manufatura teve investimentos estrangeiros 6,5% maiores, passando de US$ 620 bilhões, em 2010, para US$ 660 bilhões no ano passado, mas perdeu participação no fluxo total, de 50% para 46%. Em termos nominais, o setor primário registrou uma expansão em valores de 42,9%.

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