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Editorial Notícia da edição impressa de 06/07/2012

A sobra do comércio mundial vem parar no Brasil

No primeiro semestre, um baixo saldo comercial em favor do Brasil. A Europa não consegue soluções duradouras para a crise. No Brasil, medidas pontuais, agora visando a ajudar os exportadores. Acontece que a Europa está comprando muito pouco da China e dos demais países asiáticos. Isso é uma obviedade. No entanto, um dos efeitos correlatos dessa atitude é que tudo vem parar no Brasil. O pior é que são produtos de má qualidade, vendidos baratos, com triangulação por outros países que não a China, com sonegação de impostos e, em boa parte, contrabandeados. Desta forma, não foi difícil para a Secretaria da Receita Federal identificar a enxurrada de produtos importados de má qualidade sendo vendidos no Brasil. Segundo técnicos da Receita, hoje estamos comprando gato por lebre e em grande quantidade. Esses produtos concorrem não só com preço, mas com formação danosa para os consumidores brasileiros. Vende-se gato por lebre e a atuação da aduana nessa área requer apoio técnico especializado, que só pode vir do Inmetro, adiantaram servidores da Receita envolvidos, diretamente, no combate à entrada inescrupulosa de tantas mercadorias de baixa ou nenhuma qualidade em território nacional.

Neste ano de 2012, a Receita fez um convênio com o Inmetro para intensificar as fiscalizações nas fronteiras. A grande quantidade de produtos defeituosos e danosos vendidos ao consumidor aumentou com a piora da crise financeira internacional. Isso porque com a redução do poder de compra de mercados tradicionalmente aquecidos, os Estados Unidos (EUA) e Europa, produtores asiáticos passaram a buscar compradores nos países emergentes, como o Brasil. A sobra de mercadorias da Ásia é empurrada para cá e, evidentemente, o que é sobra vem a preço de liquidação. A Receita Federal promoveu o que qualificou de uma reação conjuntural, pois não era possível deixar essa situação ser mantida em prejuízo do País e suas indústrias, comércio e serviços.

Os especialistas da Receita têm consciência - mas não estrutura efetiva em todo o Brasil - de que o setor de bens de consumo, tradicionalmente, adota práticas desleais no comércio exterior, como subfaturamento e fraude de origem. Para eles, trata-se de um “coquetel de infrações”. Coroando o problema, até mesmo no último Carnaval o brilho das fantasias chamou demais a atenção em 2012. Mas, por trás de lantejoulas, paetês e muitas máscaras está um fato socioeconômico que assusta o empresariado do ramo têxtil em geral e de outros setores e os desempregados que resultam da invasão chinesa: mais de 80% das fantasias do Carnaval deste ano eram Made in China. Cada vez mais os chineses copiam tudo, fabricam mais barato e exportam para o Brasil e o mundo, praticando preços 40% menores. É uma concorrência forte demais pelos motivos que todos conhecem, como mão de obra barata, menos impostos e uma qualidade do material exportado para lá de duvidosa. Porém, no final interessa o preço mais baixo. O consumidor quer sempre pagar menos. Aqui, na China ou nos Estados Unidos da América.

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