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Literatura Notícia da edição impressa de 06/07/2012

Flip: para difundir a leitura

Priscila Pasko, de Paraty (RJ)

FLIP/DIVULGAÇÃO/JC
Festa Literária de Paraty movimenta o mercado editorial brasileiro.
Festa Literária de Paraty movimenta o mercado editorial brasileiro.

Há mais pessoas estudando a literatura brasileira contemporânea nos Estados Unidos do que no próprio Brasil, que deve promover, apenas este ano, mais de 150 feiras e festivais do livro. Caso o mercado editorial brasileiro siga este ritmo, seria ponderável que as livrarias estrangeiras reservassem um espaço maior para a lombada verde e amarela. Mesmo que timidamente, a tríade que constrói a imagem do Brasil lá fora - caipirinha, futebol e Carnaval - pode ganhar mais uma importante integrante: a literatura.

Temas como esses entraram em pauta antes mesmo da abertura oficial da 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no Rio de Janeiro, na quarta-feira passada. No encontro, promovido pelo Itaú Cultural, pessoas ligadas à literatura já eram abraçadas pela vista deslumbrante da Praia do Forte, admirada por quem participou do debate Espaços da literatura brasileira: transformações. Na ocasião, o tema O boom dos eventos literários no Brasil foi discutido por personalidades ligadas ao tema, como Afonso Borges, escritor, produtor, curador e criador do fórum Sempre um papo, Mario Helio Gomes, coordenador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), Sergio Vaz, poeta e coordenador do Sarau da Cooperifa, e Felipe Lindoso, antropólogo, jornalista, consultor do Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe e do Conexões Itaú Cultural - Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira.

As transformações ocorridas no espaço onde os eventos literários acontecem são evidentes para quem trabalha na área, como Vaz, que realiza atividades ligadas à literatura na periferia de São Paulo, e conta que transformou um bar em um centro cultural há 11 anos, no qual curiosos acabaram se tornando frequentadores habituais. “No início, os jovens ficavam surpresos quando algum escritor chegava até lá para conversar com eles. Os meninos achavam que os escritores já estavam mortos”, relata Vaz sobre o reflexo da distância entre o universo literário e a periferia.

Outro segmento que anda muito distante dos livros é a universidade, como aponta Borges, que diz ser visível a “ignorância do mundo acadêmico que, hoje, se conformou com seu plano de ensino”, critica, dizendo que anos atrás grande parte dos escritores apresentava sua obra nas universidades, o que não ocorre hoje.

Outro tema abordado, A literatura brasileira no cenário internacional, contou com um convidado que contempla este novo cenário, o escritor Luiz Ruffato, autor de Eles eram muitos cavalos e Estive em Lisboa e lembrei de você. Seus livros já foram publicados em 15 países, entre eles, Portugal, França, Itália, México e Líbano. “Há uma demanda muito grande em compreender o Brasil. É curioso que ainda se espera que a literatura brasileira escreva apenas sobre violência, futebol, Carnaval... e, quando você apresenta um texto mais elaborado, veem certo estranhamento”, conta o escritor. 

Do ponto de vista da recepção, muito em função do estudo feito fora do Brasil, é que o País tornou-se economicamente importante, e a cultura é considerada um bem econômico. Conforme a pesquisa feita pelo Conexões, desde 2007, cerca de 220 professores, pesquisadores e tradutores de literatura brasileira estão no exterior, distribuídos em 115 instituições. E, entre os 20 escritores mais citados por eles estão Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Moacyr Scliar. “É muito importante o Machado de Assis ser o mais citado. Mas lembramos que outros 800 escritores estão no radar destes pesquisadores. Isto é tão ou mais importante que os mais citados e demonstra uma variedade enorme”, destaca Lindoso.

Atrações da Flip no fim de semana


Sexta-feira - 19h30min: Encontro com Jonathan Franzen (autor de Liberdade): uma das principais figuras convidadas da 10ª edição da Flip, discute sua obra e repercussão de seus livros e ideias no panorama da cultura contemporânea. 

Sábado - 12h: Pelos olhos do outro. Provavelmente, um dos encontros mais disputados da Flip, conta com a vencedora do prêmio Pulitzer Jennifer Egan (A passagem cruel do tempo) e Ian McEwan (Reparação, livro considerado um dos melhores da história pela revista Time). Eles conversam sobre as diferentes maneiras de compreender a realidade por meio do mergulho na consciência de seus personagens.

Domingo - 11h45min: A imaginação engajada. Mesa com Rubens Figueiredo e Francisco Dantas, que falam a respeito da apropriação dos cenários habituais do imaginário nacional para desmanchar sua feição familiar.



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