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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 04/06/2012

Cervo resiste às alterações do mercado

Prestes a completar 30 anos em 2012, livraria e papelaria planeja estratégias para continuar ativa em um segmento que tem cada vez mais concorrentes
CERVO/DIVULGAÇÃO/JC
São  sete lojas, quatro em ruas do Centro e três em shoppings de Porto Alegre
São sete lojas, quatro em ruas do Centro e três em shoppings de Porto Alegre

A livraria e papelaria Cervo nasceu de uma fórmula comum a muitas empresas brasileiras: empregado larga o posto para abrir o próprio negócio. João Cláudio Cervo utilizou a experiência de 10 anos de trabalho na cooperativa dos estudantes de Porto Alegre para fundar o empreendimento em sociedade com a esposa. A data era 1 de dezembro de 1982 e o mercado despontava como promissor. Quase 30 anos depois, a companhia mantém vigor, mas já não navega em águas tão calmas como ocorria antigamente. A diversificação dos pontos de venda e a disseminação das megastores acirraram a concorrência e dispersaram o foco dos consumidores nos últimos anos.

“O mercado migrou para novos pontos de venda, que são sazonais. No período de volta às aulas, por exemplo, você compra material escolar em supermercados e outros locais. Além disso, vieram os shoppings e os sites que vendem livros. Antes, todas essas redes de consumo não existiam”, analisa João Cláudio, que cuida das compras e pagamentos da empresa.

Tradicionalmente, o período de volta às aulas, que representa 40% do faturamento global, dita como será o rendimento durante o ano. Se o primeiro trimestre corresponder às expectativas, a temporada será boa. Do contrário, os meses vindouros serão de dificuldade. É o caso de 2012, cujas vendas iniciais tiveram queda de 8% na comparação com 2011.

Cenário diferente do que acontecia na década de 1980, quando a Cervo começou a se expandir. Mesmo em um modelo de administração familiar, a primeira filial foi aberta apenas três anos após a fundação da marca. Isso acabou acontecendo ocasionalmente. Um dos clientes do espaço tinha uma livraria e disse que iria encerrar o negócio, no Centro de Porto Alegre. João Cláudio manifestou interesse em adquirir o ponto, dando início ao processo de ampliação.

Hoje, a companhia conta com sete lojas, sendo quatro em ruas do Centro e três em shoppings. O número de estabelecimentos, porém, já foi maior. No auge eram dez. Apesar das mudanças, a matriz sempre foi na rua Barão do Amazonas. Para o próximo biênio, o administrador projeta conter os gastos. “Fechamos lojas pelos custos. As vendas estavam caindo e os gastos subindo muito. Ainda vamos estudar a manutenção (das sete lojas). Certo é que, nos próximos dois anos, o número de lojas não vai aumentar”, diz o dirigente.

 “Está difícil se manter no mercado. Estamos sofrendo bastante, pois o consumo está muito diluído. Isso ocorre no ramo de livrarias e papelarias como um todo. Muitos colegas desistiram e fecharam”, diz o proprietário. Nesse sentido, a tática encontrada pela Cervo foi aderir ao lema “tudo num lugar só”. Aos produtos habitualmente vendidos, somaram-se outros, como acessórios de informática. A meta é, de agora em diante, encontrar novos nichos para explorar. É uma forma de tentar recuperar o espaço perdido, principalmente, a partir dos anos 2000.

Outras iniciativas também estão sendo estudadas para recuperar o fôlego. Uma delas é aderir ao e-commerce. A empresa contratou uma consultoria para pesquisar as possibilidades dessa alternativa. Mesmo assim, novos obstáculos entrarão no caminho. “Estamos com dificuldade para vender online com o preço que a gente vende na loja. Mas esse é o futuro. A gente tem que entrar nesse meio”, resume João Cláudio.

Importados ganharam espaço nas prateleiras

Ao longo das três décadas de atuação, a livraria e papelaria Cervo se deparou com uma série de transformações na economia que impactaram no seu cotidiano. O sócio do estabelecimento, João Cláudio, percebe que, cada vez mais, os importados ganham as prateleiras. O índice de produtos originários do exterior já chega a 90% do total das comercializações. Apenas os cadernos permanecem entre os artigos nacionais de maior relevância.

Além disso, a modificação na pirâmide social brasileira, com a criação da chamada nova classe média, também refletiu nos negócios. “O poder de compra das classes C e D melhorou. Mas a gente percebe que, nos últimos dez anos, houve uma evasão das escolas particulares para escolas públicas”, acredita o proprietário. Mesmo assim, a Cervo não tem um público-alvo definido, segundo o dirigente. “Atendemos do A ao Z. Não temos público específico, mas a predominância é da classe média-alta, que compra mais por causa das escolas particulares”, constata.

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