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ENERGIA Notícia da edição impressa de 31/05/2012

Taim pode inviabilizar parques eólicos no Estado

Jefferson Klein

CAMILA DOMINGUES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Santuário ecológico também dificulta a instalação de redes para eletric idade em Rio Grande e Chuí
Santuário ecológico também dificulta a instalação de redes para eletric idade em Rio Grande e Chuí

A Metade Sul gaúcha, que pretende sediar diversos parques eólicos nos próximos anos em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí, precisará reforçar sua estrutura de transmissão para que a energia gerada ingresse no sistema elétrico nacional. No entanto, um problema que será enfrentado é o fator ambiental, já que a região possui importantes ecossistemas como, por exemplo, a Reserva do Taim.

O sinal de alerta foi acionado quando, recentemente, a empresa EDP Renováveis do Brasil solicitou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a revogação da autorização do seu projeto eólico em Santa Vitória do Palmar. A agência permitiu a desistência, que teve como justificativa a inviabilidade de construir uma linha de transmissão devido a questões ambientais. A estrutura teria cerca de 100 quilômetros de extensão e ligaria o parque eólico à subestação de energia Quinta, na cidade de Rio Grande. Em abril, o presidente da EDP Renováveis Brasil, Miguel Setas, havia afirmado que a meta era colocar o projeto de Santa Vitória do Palmar para concorrer em algum leilão promovido pelo governo federal, para comercializar sua energia e sair do papel até 2014. O parque teria cerca de 80 MW de capacidade (em torno de 2% da demanda média do Rio Grande do Sul).

Apesar das dificuldades que fizeram a EDP abandonar a intenção de realizar uma linha na região, a Aneel confirmou para o dia 6 de junho um leilão de transmissão que contempla entre outras obras, justamente, empreendimentos a serem construídos entre Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, assim como uma conexão com Nova Santa Rita. No total, está prevista a implantação de 490 quilômetros em linhas dentro do Estado.

O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, adianta que a estatal participará dessa disputa em parceria com o Grupo CEEE. A Eletrosul será líder do consórcio, provavelmente com uma participação de 51%. Apesar da decisão de concorrer no certame, Custódio admite a preocupação quanto ao licenciamento ambiental para instalar uma linha de transmissão na Reserva do Taim. “É um risco real”, salienta. Ele relata que existe a possibilidade de o Ibama negar a licença para uma obra dessa espécie na região. Isso, possivelmente, inviabilizaria também a implementação dos parques eólicos em Santa Vitória do Palmar, porque, além do Taim, o município é rodeado pelo mar e pela lagoa Mirim.

Eletrosul possui projetos de geração na região

Em Santa Vitória do Palmar, a Eletrosul pretende construir o Complexo Eólico Geribatu, que terá 129 aerogeradores alcançando a capacidade instalada de 258 MW. Esse deverá ser o maior parque eólico da América Latina. Ainda na região, a companhia irá executar o Complexo Eólico Chuí, com capacidade de 144 MW. Cada MW eólico implementado representa um investimento superior a R$ 1 milhão.

A empresa já vendeu a energia dessas usinas em leilões e, por contrato, elas terão que entrar em operação até fevereiro de 2014. O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, comenta que, caso seja impossível realizar a linha de transmissão na Reserva do Taim e os parques eólicos, a companhia não deverá sofrer penalidades quanto a atrasos no prazo ou cancelamento dos projetos, pois se tratará de um motivo de força maior.

Mesmo considerando complicada a instalação da linha de transmissão na Reserva do Taim, o diretor ressalta que esse tipo de obra não representa grandes impactos e recorda que há uma estrada que atravessa o local. Ele acrescenta que o aproveitamento do enorme potencial eólico da Metade Sul gaúcha será muito importante para todo o País.

O coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Carlos Faria, defende que a situação da geração e transmissão de energia, de maneira geral dentro do setor elétrico, precisa ser melhor combinada. “Não adianta fazer uma usina afastada do ponto de consumo e sem condições de escoar essa energia”, argumenta.

Ele destaca que o cenário ambiental pode aumentar os custos de transmissão e, em algumas ocasiões, obrigar que os trajetos das linhas sejam maiores do que os previstos devido a alguns obstáculos naturais. Nesse sentindo, se os riscos ou os valores envolvidos com os empreendimentos no Estado (que serão ofertados no próximo leilão) forem altos, a disputa poderá atrair o interesse apenas de empresas estatais.

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