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Cinema Notícia da edição impressa de 29/05/2012

O Tempo e o Vento, horizontes de um épico

Priscila Pasko, de Bagé

JAYME MONJARDIM/DIVULGAÇÃO/JC
Bibiana (Fernanda Montenegro) e Capitão Rodrigo (Thiago Lacerda) ganham rosto em O tempo e o vento
Bibiana (Fernanda Montenegro) e Capitão Rodrigo (Thiago Lacerda) ganham rosto em O tempo e o vento

Assim que se avança pela estrada que leva a Bagé, no Interior do Rio Grande do Sul, a imaginação também permite retroceder no tempo. Foi em um cenário como aquele que uma das grandes obras da literatura brasileira, O tempo e o vento, de Erico Verissimo, tomou forma e se imortalizou. Não fossem o asfalto, os automóveis e outros ícones que remetem à nossa época atual, o final de tarde alaranjado suspenso sobre o pampa de uma sexta-feira bem poderia ter sido o mesmo visto por Ana Terra, Bibiana ou Capitão Rodrigo. 

Agora, todas as cores e emoções desta história épica voltam a habitar o imaginário, porém, no cinema. Foi no último final de semana que se encerrou em Bagé parte das filmagens do filme O tempo e o vento, dirigido por Jayme Monjardim, que se inspirou no livro O continente, escrito em 1949, para contar a história das famílias inimigas Terra Cambará e Amaral. A trilogia de ficção conta sobre a formação do povo gaúcho.

Durante a coletiva de imprensa, no município de Candiota, Jayme lembrou que o filme era um projeto que, desde as filmagens da Casa das sete mulheres (2003), o rondava. “São planos que fazem parte de um sonho. Gosto muito desta cultura, deste universo. E a obra do Erico sempre foi para mim muito fascinante, assim como a forma que ele descreve as coisas”, contou o diretor.

E foi justamente no perfil do texto de O tempo e o vento que Jayme encontrou dificuldades de transpor a história para a tela. “Uma das coisas mais difíceis foi pensar em como fazer uma obra cinematográfica de uma obra do Erico, que é muito difícil. Ele é minucioso, são muitos personagens. Se a gente fosse fazer (um filme do) livro, talvez tivéssemos que filmar cinco, seis horas. Seria impossível”, destaca, referindo-se aos outros dois volumes que compõem a obra, O retrato (1951) e O arquipélago (1961).

Os que conhecem a história têm noção de que ela é bastante complexa. Jayme conta que são, pelo menos, 130 personagens, cada um com um universo. Mas, quando alguma dúvida surgia, era no próprio livro - sempre embaixo do braço da equipe - que ela era esclarecida.

Percorrer o caminho de “realizar o sonho de fazer este filme” exigiu não apenas empenho do diretor, mas também de parte do elenco, como Thiago Lacerda, convidado há cinco anos para o papel. O ator já havia interpretado outro personagem que mantinha alguma relação com o Estado, Giuseppe Garibaldi, da minissérie A casa das sete mulheres.

No entanto, o ator enfatiza que Garibaldi é uma figura real, que passou por aqui. E o Capitão Rodrigo é um ícone da literatura brasileira. “Tentei me manter íntegro a respeito da imagem que o Capitão projeta no imaginário das pessoas. O Capitão Rodrigo é o Hamlet da literatura brasileira. O ‘buenas e me espalho’ é o ‘ser ou não ser’ de Shakespeare. Todo mundo conhece a frase e sabe citá-la. E isso é complicado. Você tem que limpar todas estas informações e encontrar o resultado individual, original”, conta Thiago Lacerda, que veio ao Estado antes dos demais da equipe para trabalhar seu texto em estâncias com as pessoas que moram aqui.

Bibiana é interpretada por três atrizes: Marjorie Estiano, a gaúcha Janaína Kremer e Fernanda Montenegro. Cléo Pires (Ana Terra), Igor Rickli (Bolívar), o argentino Martín Rodrigues (Pedro Missioneiro), Mayana Moura (Luzia), entre outros, também compõem a equipe, que filmou, além de Bagé, em Pinheiro Machado, Candiota, Herval, Aceguá e Pelotas.

As filmagens, que se iniciaram em março deste ano, devem ser finalizadas na primeira semana de junho. A previsão de estreia é para o primeiro semestre de 2013.

Texto e imagem sob a luz do pampa

O roteiro de O tempo e o vento, escrito por Tabajara Ruas e Letícia Wierzchowski, passou por 18 adaptações, afinal, são 130 atores e cerca de dois mil figurantes que participam da história. Mas foi na 12ª versão que Jayme Monjardim encontrou o tom do filme. “Ali chegamos a uma conclusão muito importante, que era dar uma visão feminina à obra através do olhar da Bibiana. O filme tem que ter uma ‘pegada’ de emoção mais feminina”, explica o diretor de Olga (2004).

Poder desfrutar da beleza do pampa, campos nativos e seus capões, influenciou de forma significativa na fotografia do filme - setor que, aliás, conta com um nome de peso, o carioca Affonso Beato, que também foi diretor de arte de filmes de Glauber Rocha (O dragão da maldade contra o santo guerreiro) e Pedro Almodóvar (Tudo sobre minha mãe, Carne trêmula). “O cenário é impressionante. Fazer um filme como O tempo e o vento em estúdio seria impossível. Falamos de terra, origem e raízes. Nessa região toda, você tem uma luz linda, os locais, a natureza... todos os ingredientes que darão vida a esse universo do Erico (Verissimo)”, detalha Monjardim. “Tem gente que é mais urbana. Mas quando terminava a filmagem eu ia para o canto. Eu preciso ver o horizonte.”

COMENTÁRIOS
Haidé - 29/05/2012 - 14h35
Estou ansiosa para ver o resultado das pesquisas que vão aparecer no filme.


piratas do caribe -
29/05/2012 - 23h58
Monjardim, o sucesso deste filme vai ser tanto que vc vai fazer "O Retrato"

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